CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

 

  • configuração do mercado, estaria a empresa disposta a abrir o espaço para um concorrente?
    – Aquilo que fica fechado, não abre mais. Temos de pegar o pulo do gato – opina Pedro Piffero, presidente do Sindicato Rural de Alegrete, sobre a ideia de outra marca assumir a unidade.
    Até a semana que vem, tudo volta a ficar em compasso de espera. O governo estadual vai esperar a resposta para encaminhar, se necessário, ações de amparo aos trabalhdores demitidos.
    – Estão fechando uma planta que está bem no meio do boi – lamenta Marcos Rosse, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação de Alegrete, em referência ao fato de 25% da pecuária de corte estar no entorno do município.

  • DE SAFRA EM SAFRA

    Depois de participar da pisa da uva, na abertura da vindima, em Bento Gonçalves, o governador José Ivo Sartori parte hoje para Horizontina, onde irá dar a largada na colheita de milho.
    O local escolhido é a propriedade da família Zappe, onde o sistema de irrigação subterrânea por gotejamento, promete multiplicar os resultados nos 29 hectares dedicados ao cultivo do grão. Em 2014, a produção alcançou 160 sacas por hectare. Neste ano, a expectativa de Ademar Zappe é chegar a 250 sacas por hectare.
    Ontem, na abertura da colheita da safra de uva, Sartori mostrou que estava se sentindo em casa.
    Fez discurso breve, percorreu o parreiral da família Strapazzon, onde foi a solenidade, colheu alguns cachos e fez a pisa da fruta.
    – Amanhã, se vocês quiserem, vai ter vinho doce – brincou.
    Saiu sem se comprometer com o pedido do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), feito durante a cerimônia de abertura, de aumento do percentual de repasse do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura do RS (Fundovitis). Hoje, 50% dos recursos recolhidos pelos estabelecimentos do setor vão para o Ibravin. O pedido é para que se amplie para 75%.
    A produção deste ciclo deve somar cerca de 600 milhões de quilos de uva.
    Variação que pesa na lavoura

    O custo de produção tem apertado a rentabilidade das lavouras de arroz no Estado. Estudo encomendando à consultoria privada pela Federação das Associações de Arrozeiros do Estado (Federarroz) mostra que, no atual ciclo, itens como energia elétrica – com reajuste estimado de 40% – terão impacto significativo na produção, 100% irrigada. Conforme o presidente da entidade, Henrique Dornelles, isso pode representar aumento de R$ 1 por saca:
    – O pequeno produtor vem sendo esmagado por esse arrocho de renda.
    O levantamento também mostrou diferenças significativas nos custos – podendo chegar a até R$ 5 por saca – entre uma região e outra. Gastos com preparação do solo e irrigação são as razões para essa “discrepância”, como classificou Dornelles. O trabalho será apresentado na 25ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, que ocorre nos dias 5, 6 e 7 de fevereiro em Tapes.
    Os dados servirão de munição também para a batalha travada pela Federarroz para que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revise suas planilhas de custos, que servem de referência para o preço mínimo.
    O assunto foi abordado em reunião em Brasília na semana passada. Até março, a Conab deverá realizar processo de verificação dos custos de produção.
    – Temos de ter muita gestão de lápis na mão – recomenda Francisco Schardong, presidente da Câmara Setorial do Arroz e diretor da Farsul.
    O Estado deverá produzir na atual safra 8,1 milhões de toneladas.

  • No radar

    Foi definido o nome do novo chefe de gabinete da presidência da Emater. É Jorge Siebert, coordenador-geral da Famurs, funcionário de carreira da Emater. Natural de Sobradinho, trabalhou no escritório de Tapejara e já ocupou o cargo entre 2003 e 2006.
    Hora da habilitação
    Uma empresa manifestou interesse na licitação para área do parque Assis Brasil, em Esteio. A abertura dos envelopes foi ontem à tarde. O próximo passo será a fase de habilitação, na qual abre-se período para que a Bolognesi apresente a documentação, que será avaliada pela Central de Licitações do Estado (Celic). Não há um prazo definido por lei para isso.
    Segundo o subscretário interino do parque, Marcio Müller, a expectativa é de que o processo possa ser concluído até o fim da próxima semana.
    A proposta mínima prevista no edital para a exploração da área, de 23,79 hectares, era de R$ 82,2 mil. No local, deverão ser construídos empreendimentos hoteleiro, comercial, de serviços e institucional. A empresa terá de realizar contrapartidas, como a construção do dique de contenção do Arroio Esteio e urbanização e infraestrutura.

    Puxadas por soja, carne e arroz, as exportações gaúchas do agronegócio deverão recuperar o fôlego em 2015, segundo estimativa do economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz. Em 2014, a receita foi de US$ 12,19 bi
    segundo levantamento da entidade, que representa recuo de 6,56% em relação a 2013. Também houve queda de 6,26% em volume. Pesou o desempenho do trigo e da soja.

Fonte: Zero Hora

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