CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

 

  • Vento de preocupação

    O vento forte registrado no Interior trouxe estragos pontuais à produção gaúcha. Em Porto Lucena, houve problemas de acamamento em algumas lavouras.
    O agricultor Maiki Santimon, 22 anos, enviou imagem (abaixo) de como ficou uma área de cerca de cinco hectares da propriedade no município, onde cultiva milho para silagem.
    – Também houve casas destelhadas e uma plantação de verduras destruída – relata Maiki, em relação à situação em Porto Lucena.
    Estragos que, no entanto, foram localizados em algumas regiões, segundo Cláudio de Jesus, presidente da Associação dos Produtores de Milho do Estado (Apromilho-RS).
    A colheita do grão no Rio Grande do Sul, que deve somar 5,1 milhões de toneladas, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento, já começou. Deve ganhar maior intensidade a partir do dia 16, quando será realizada a cerimônia oficial de abertura, em Horizontina.
    Maiki Santimon, arquivo pessoal

    No caminho das licenças

    O anúncio de cortes para controle dos gastos do governo do Estado pulverizou dúvidas e inseguranças em diferentes setores. Uma preocupação importante tem relação com a Fepam, órgão vinculado à Secretaria do Meio Ambiente e responsável pela emissão das licenças ambientais.
    Por conta de um acordo firmado na ação civil pública referente à extração de areia do Rio Jacuí, a entidade realizou a contratação emergencial de 53 técnicos em 2013. Esses profissionais – biólogos, geólogos, químicos, engenheiros e agentes administrativos, entre outros – atuam nas áreas de mineração, infraestrutura, administrativa e na divisão agrossilvopastoril. Os contratos em questão são de um ano, prorrogáveis por mais um, e começam a vencer a partir do próximo dia 13.
    – Estou fazendo levantamento dos emergenciais. Vou pedir ao governador que sejam renovados. A premissa é de que os serviços essenciais sejam mantidos – argumenta a nova secretária do Meio Ambiente, Ana Pellini, que também responde interinamente pela presidência da Fepam.
    Se 100% dessas renovações serão autorizadas, ainda não é possível dizer. Mas Ana, que também pedirá a manutenção do concurso previsto para março, afirma estar esperançosa.
    Sem as contratações emergenciais, se criaria um desfalque significativo justamente no momento em que se fala na necessidade de agilizar o processo de licenciamento ambiental. Aliás, mais para frente, a nova secretária quer rever processos:
    – Temos um método trabalhoso. As licenças podem continuar com o mesmo conteúdo de hoje. É a demora no processo que incomoda.
    NO RADAR
    A SECRETÁRIA Ana Pellini diz que buscará aproximação com as entidades ambientalistas que questionaram a sua indicação para a pasta do Meio Ambiente por conta do período em que foi presidente da Fepam no governo de Yeda Crusius.
    Ana entende que essas entidades têm “um bom papel” e que questionar “é normal”.

Fonte: Zero Hora

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