CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein

 

  • CUSTO E ALCANCE DA FISCALIZAÇÃO

    Com a entrega do estudo técnico feito pela Secretaria da Agricultura, agora será a vez de a Fazenda mensurar o custo do projeto piloto que pretende colocar fiscalização permanente em três indústrias de laticínios com inspeção estadual.
    A data para início da experiência depende dessa avaliação do impacto financeiro e, é claro, do aval do governador Tarso Genro. A ideia é adotar a iniciativa nas três maiores unidades com processamento superior a 1 milhão de litros de leite fluido por mês.
    Esse critério colocaria a fiscalização permanente dentro dos laticínios Santa Rita, Frizzo e Seberi. Para dar conta do trabalho, são ncessários nove fiscais agropecuários. Os profissionais seriam recrutados do cadastro reserva do concurso realizado recentemente. Trabalhariam dentro das empresas, a exemplo do que já ocorre nos frigoríficos.
    – É uma coisa que não se faz em nenhum outro lugar no Brasil. Se forem chamados novos fiscais, é viável – avalia Antonio Augusto Medeiros, presidente da Associação dos Fiscais Agropecuários do Rio Grande do Sul (Afagro).
    É bom lembrar que a experiência se restringirá a uma pequena parcela de indústrias que têm fiscalização estadual.
    A maior parte do leite gaúcho está sob inspeção federal: foi assim com 3,29 bilhões de litros dos 4,3 bilhões de litros produzidos no ano passado.
    Pela fiscalização estadual, passaram 50 milhões de litros. No meio desse caminho há ainda 245 milhões de litros de leite com inspeção municipal.
    O aperto no processo de fiscalização é mais uma ação com o objetivo de coibir fraudes que vêm sendo detectadas no Estado. Assunto que, como se viu ontem na abertura, segue dominando as conversas nos corredores da 37ª Expoleite e 10ª Fenasul, em Esteio.

  • PARA RECONQUISTAR ESPAÇONAS PRATELEIRAS DO VIZINHO

    Em encontro hoje com importadoras e processadoras de carne suína, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Francisco Turra, coloca em negociação a estabilidade das compras feitas pelo país vizinho.
    A Argentina já foi importante destino da produção brasileira. O volume embarcado vêm encolhendo nos últimos anos com a implementação da política do um por um – para cada produto importado pelos argentinos, há necessidade de exportar um.
    Em 2010, os hermanos compraram 35 mil toneladas de carne suína do Brasil. Em 2013, o volume caiu para 12 mil toneladas. Em 2014, foram 1,5 mil toneladas segundo Turra:
    – Já há sinalização de que o governo argentino possa flexibilizar as importações devido ao impacto da diarreia suína epidêmica em mercados tradicionais como Europa e Estados Unidos.

  • DE QUEM É A CONTA?

    A fatura dos custos com a organização da 37ª Expoleite e 10ª Fenasul pode ser despachada para a Secretaria da Agricultura. É o que garante o titular da pasta, Claudio Fioreze.
    – As contas serão todas pagas. O que faltar a gente cobre, somos co-organizadores da feira – afirmou ontem, logo após a abertura oficial dos eventos.
    Na cerimônia, o presidente da Associação de Criadores de Gado Holandês do Estado, Marcos Tang, falou que se não houver investimentos, a feira “nunca será maior”.
    – Eu gosto, sim, de ver as contas pagas no final – reiterou Tang em seu discurso.
    O dirigente também sugeriu que o evento voltasse a ser realizado no final de maio, para não coincidir com outras feiras realizadas no início do mês no interior do Estado.
    O custo da exposição gira em torno de R$ 150 mil. Tang não adiantou quanto desse recurso já entrou por meio de parcerias já anunciadas.
    Com atividades voltadas também ao público urbano e entrada gratuita, a 37ª Expoleite e a 10ª Fenasul seguem até o domingo, dia 18, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

  • A DISCUSSÃO sobre a necessidade de licenciamento e emplacamento de veículos agrícolas deve voltar à tona. A presidente Dilma Rousseff vetou projeto que previa o fim da obrigatoriedade.

  • COMO RECUPERAR A CONFIANÇA

    A contribuição da indústria e do governo para o Fundo Estadual do Leite poderá começar a ser cobrada a partir do próximo mês. Para isso, é preciso antes que esteja fechado o convênio entre o Instituto Gaúcho do Leite (IGL) e a Secretaria da Agricultura.
    Ontem, o presidente do IGL, Gilberto Piccinini, entregou o texto para a formalização do acordo. O documento passará agora pela análise da secretaria, da Contadoria e Auditoria-Geral do Estado e da Casa Civil.
    O fundo recolherá anualmente R$ 2,7 milhões. A assinatura do convênio permitirá que os recursos sejam utilizados para projetos executados pelo IGL. Amanhã, a entidade tem reunião da câmara temática para avaliar medidas que ajudem a recuperar a confiança do consumidor no leite.

Fonte: Zero Hora

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