CAMPO ABERTO – FUTURO DA COTRIJUI AINDA SOB ANÁLISE

Passados seis meses desde a determinação para que a gestão da Cotrijui fosse assumida por um administrador judicial, o futuro da cooperativa que já ocupou o posto de maior da América Latina segue sob análise. A decisão sobre o pedido feito por um dos credores para converter em judicial a liquidação extrajudicial está a cargo do juiz Guilherme Correa, da 1ª Vara Cível da comarca de Ijuí. Não há prazo para que saia essa definição (leia mais abaixo). No momento, atendendo a pedido feito por associados, está sendo criada comissão que deverá acompanhar o trabalho dos administradores nomeados pela Justiça.

Assembleia realizada no início de julho permitiu conhecer com maior precisão o que foi feito até agora. Como o balanço contábil, que apontou a dívida: R$ 2,2 bilhões, ante ativo de R$ 600 milhões.

Um total de 20 unidades armazenadoras de grãos foram arrendadas, assim como o frigorífico de suínos de São Luiz Gonzaga.

Rafael Brizola Marques, administrador judicial da Cotrijui, explica que os postos de gasolina estão em "adiantado processo de negociação para arrendamento". Permanecem no guarda-chuva da cooperativa os oito supermercados.

Na prática, se acatar o pedido da autora da ação, a Justiça determina a liquidação – o que, em tese, é um caminho para fechar as portas. A relevância à região, no entanto, exige cuidado redobrado na hora em que a decisão for tomada.

– A gente não pode desconsiderar que a cooperativa sempre foi muito estimada pela comunidade, tem um efeito social grande – pondera o juiz responsável pelo caso.

gisele.loeblein@zerohora.com.br gauchazh.com/giseleloeblein 3218-4709

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *