CAMPO ABERTO – FÁBRICA DE NOVIDADES

A cidade de Montenegro, no Vale do Caí, foi a escolhida pelo Grupo Vibra para a instalação do Centro de Inovação da marca (foto). O espaço, inaugurado ontem, recebeu investimento de R$ 5 milhões e será o ponto central para o desenvolvimento de novos produtos à base de frango. Com área de 600 metros quadrados, conta até com cabine sensorial e cozinha experimental e gastronômica.

Tudo isso para alcançar a proposta de, até 2020, renovar em 25% o portfólio de produtos da marca. Ao desenvolver novidades, a empresa quer agregar valor. A meta é ampliar, por ano, em 1% o preço médio produto.

– Você tem todo um ambiente adequado para fazer os testes. Queremos reduzir em 30% o tempo de lançamento de novos produtos – explica o diretor-superintendente do Grupo Vibra, Gerson Müller.

Dona das marcas Nat, Ávia e Agrogen, a empresa tem sua sede administrativa em Montenegro – com frigoríficos no Paraná e em Minas Gerais. Mais de 200 pessoas atuarão no chamado núcleo de inovação.

Também sentindo o impacto de questões como a greve dos caminhoneiros e a taxação da China sobre o frango brasileiro, a indústria aposta que esse é o momento de investir pesado na criatividade.

– Na hora de crise, você tem de ser criativo, e achamos que a inovação é o caminho – afirma Müller.

Flávio Wallauer, diretor de vendas e marketing, conta que o desenvolvimento do projeto demorou dois anos. Foi feita pesquisa internacional para que fosse desenvolvido "o melhor modelo".

O centro também alimenta as perspectivas do grupo de fechar o ano com crescimento de 5%, com faturamento de R$ 1,3 bilhão.

Suspensão de contratos em SC

Impactado por fatores externos e internos, o setor de proteína animal segue fazendo ajustes da produção. A BRF confirmou ontem que adotará o regime de suspensão temporária do contrato de trabalho (layoff) na unidade de Chapecó (SC).

Em nota, informou que a medida pode durar até cinco meses, entrará em vigor a partir do dia 29 de agosto e afetará cerca de 1,4 mil funcionários da linha de abate e processamento de frangos e áreas ligadas ao processo.

A decisão foi tomada em conjunto com a entidade sindical e os colaboradores e visa ajustar os estoques, diz a companhia.

"A BRF ressalta que a unidade segue em funcionamento e deverá voltar a operar normalmente após este período. Os investimentos destinados a melhorias locais serão mantidos e os termos contratuais vigentes serão honrados junto aos atuais integrados", completou a empresa.

No período de suspensão dos contratos, os trabalhadores receberão bolsa-auxílio de cerca de 80% do salário paga pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora