CAMPO ABERTO – Estado tenta antecipar vacinação contra febre aftosa

O Rio Grande do Sul solicitará ao Ministério da Agricultura que a primeira etapa da vacinação contra a febre aftosa seja antecipada, de maio para março. O pedido formal será feito amanhã pelo secretário da Agricultura, Covatti Filho, à ministra Tereza Cristina. Os dois têm reunião marcada em Brasília para tratar de ações para minimizar impactos da estiagem no Estado. A medida foi alinhada com entidades do setor e tem relação com trâmites para buscar o fim da imunização.

Segundo Covatti Filho, se o rebanho for imunizado em março, o RS poderá solicitar em maio a retirada da vacinação, acompanhando os passos do Paraná – que já não está mais vacinando bovinos e bubalinos.

– Se a antecipação não for concedida, neste momento, não deixaremos de vacinar. É uma decisão técnica e política – assegura o secretário.

Se vacinar o rebanho em maio, o Estado só poderá encaminhar o pedido para mudança de status sanitário no próximo ano. Se antecipar, ganha tempo para modificações solicitadas por auditoria realizada pelo ministério. O relatório foi recebido no último dia 20. No documento, foram apontados 18 pontos a serem melhorados – de pessoal a adequação de sistemas e infraestrutura.

– Se adiantarmos a vacinação, não perdemos o timing de pedir a retirada e temos alguns meses para que o Estado cumpra as exigências do ministério – avalia Leonardo Lamachia, presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac).

A entidade, assim como a Federação da Agricultura do Estado (Farsul), tem assembleia marcada para o dia 19 deste mês, para deliberar com dirigentes posição sobre eventual retirada da vacina.

– A possibilidade de aprovação ou não será discutida na assembleia – reforça Gedeão Pereira, presidente da Farsul.

A evolução do status sanitário abriria portas de mercados hoje não acessados.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora