- Ricardo Alfonsin Advogados - https://alfonsin.com.br -

CAMPO ABERTO – ESSE (NÃO) É O CAMINHO

Com a safra colhida, a maior necessidade do produtor é garantir o escoamento da produção. Mas em Alegrete, na Fronteira Oeste, o fluxo acaba prejudicado pelas condições da RS-566. Quase seis meses depois, a estrada ainda não recebeu reparos dos estragos causados por enchente registrada em janeiro, que deixou boa parte da região de baixo d?água – ocasião em que o governador Eduardo Leite esteve no local. O trecho em questão não está no pacote de investimentos de R$ 301 milhões anunciado pelo Piratini na semana passada.

– É uma via importante para escoamento da produção do município. E não é só problema de buraco. Os caminhoneiros não querem vir, porque sabem que ficarão atolados. Em dias de chuva, os agricultores da região acabam ficando ilhados – afirma Fátima Marchezan, presidente da Associação de Arrozeiros de Alegrete.

A precariedade da via atrapalha mais do que o transporte da colheita. Dificulta a entrega de insumo e amplia custos, ao deixar o frete mais caro. Quem se aventura a encarar os cerca de 80 quilômetros da estrada, coloca um preço nisso, acrescenta Fátima:

– Os que vão, cobram a mais para compensar o risco.

Segundo a Secretaria de Transportes, o trecho não entra no projeto anunciado pelo Piratini porque o foco são rodovias pavimentadas, o que não é o caso da RS-566. A origem dos recursos, no caso das estradas sem pavimento, são rubricas de custeio. Por meio da assessoria, o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) informou que já fez levantamento dos problemas na região, mas que aguarda liberação do dinheiro por parte da Secretaria da Fazenda para poder dar andamento ao processo.

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

Compartilhe!