CAMPO ABERTO – ESPIGAS GRAÚDAS

Se para o arroz e para a soja o tempo foi fator negativo na atual safra, o mesmo não pode ser dito em relação à produção de milho. A cultura teve prejuízos pontuais e reduzidos por conta do excesso de chuva. Para o grão, o clima foi bastante positivo. Tanto que a produtividade deverá ser revisada para cima, segundo projeção da Emater, superando os 6,8 mil quilos por hectare previstos no início do ciclo.

– O que foi problema para as outras culturas, para o milho foi um prato cheio. Teve produtor de áreas de sequeiro colhendo mais de 220 sacas por hectare – observa Alencar Rugeri, assistente técnico estadual da Emater.

Presidente da Associação dos Produtores de Milho do Estado, Ricardo Meneghetti estima que a média da colheita deva ficar entre 113 e 115 sacas por hectare, o que avalia como um crescimento bom.

– Temos notado isso a campo, principalmente nas variedades semeadas precocemente, que não pegaram veranico no final de novembro, início de dezembro – acrescenta o dirigente.

A colheita de milho no Estado foi concluida em torno de 70% da área cultivada.

AINDA NA EXPECTATIVA

A liberação de R$ 500 milhões pelo Banco do Brasil para a estocagem de arroz foi o que de mais concreto se teve em termos de anúncio na cerimônia de abertura da colheita do cereal, na sexta-feira, em Capão do Leão, no Sul do Estado. Mas há ciência de que problemas estruturais precisam ser resolvidos para melhorar as condições dos produtores no país.

Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Eduardo Sampaio Marques, que representou a titular da pasta no evento, citou questões dentro e fora de casa que precisam ser resolvidas.

Com relação ao mercado externo, afirmou que o governo tem feito esforços para abrir novas portas para o produto brasileiro. A mais próxima, neste momento, é a do México. Internamente, lembrou da necessidade de reduzir o atrito e melhorar o diálogo na cadeia:

– Precisamos do apoio das lideranças. Negociar com o setor privado o ordenamento da entrada do arroz, para diminuir a pressão de preços no momento da colheita.

Presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado (Federarroz), Henrique Dornelles lamentou que o produtor só tenha condições de bons preços quando há quebra na safra. E aproveitou para reforçar pedido antigo: o de que haja redução de ICMS na venda interestadual de arroz em casca:

– No momento em que os Estados estão atrás de arrecadação e que alguns querem eliminar a Lei Kandir, há Estados dando incentivos justamente para o arroz importado.

Nos bastidores, a informação é de que o governo estadual cogita o corte temporário no tributo.

SERÁ INSTALADA HOJE NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA FRENTE PARLAMENTAR DAS PEQUENAS CENTRAIS HIDRELÉTRICAS. O OBJETIVO É DAR MAIS AGILIDADE AOS PROCESSOS REFERENTES A ESSE TIPO DE MATRIZ. A FRENTE SERÁ PRESIDIDA PELO DEPUTADO ERNANI POLO, EX-SECRETÁRIO DA AGRICULTURA.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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