CAMPO ABERTO – ESPAÇO DELAS

O Brasil será o primeiro país a receber a Academia de Liderança das Mulheres do Agronegócio. Lançada ontem, durante o 3º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, em São Paulo (na foto acima, a produtora Celi Webber Mattei), a iniciativa oferecerá treinamento a produtoras rurais.

– Percebemos que muitas vozes femininas ainda não estão sendo ouvidas no agro brasileiro. Isso nos motivou a começar o programa aqui – disse Tiffany Atwell, líder global de relações governamentais da Corteva Agriscience (divisão agrícola da DowDuPont), que executará o projeto em parceira com a Fundação Dom Cabral e a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).

A primeira turma, em caráter piloto, está em processo seletivo. As aulas começarão em fevereiro. Para 2020, a intenção é ampliar para 300 vagas.

– Queremos avançar rápido, preenchendo uma lacuna de formação em gestão e liderança que ainda existe, não só entre as mulheres, mas no setor como um todo – afirma Luiz Cornacchioni, diretor-executivo da Abag.

A formação será composta por três módulos, que somarão juntos 72 horas presenciais, com aulas em São Paulo, em Brasília e em Minas Gerais, sede da Dom Cabral. No final, elas terão de elaborar um projeto, sendo que os cinco melhores serão premiados com viagem aos Estados Unidos.

– Preparamos profissionais para serem protagonistas em suas organizações. E no caso das mulheres, pesquisas mostram que elas precisam se sentir 120% preparadas para buscar seus espaços – destaca Viviane Barreto, diretora da fundação.

Além das aulas presenciais sobre boas práticas agrícolas, temas regulatórios e sustentabili-dade, a formação terá seminários online sobre demais assuntos relacionados à liderança agro.

*A jornalista viajou a convite da Corteva Agriscience

EM LINHA com o cenário de acomodação previsto pela indústria para esse período do ano, o valor do litro de leite foi projetado pelo Conseleite em R$ 1,1410, 2,44% menor do que o consolidado para setembro, de R$ 1,1696. O movimento de estabilidade deve se manter até o final do ano, segundo o professor da UPF Eduardo Finamore, com o mercado voltando a ficar aquecido só no início de 2019. Em geral, o final de ano registra queda no consumo do alimento.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Joana Colussi*

de são paulo

Fonte : Zero Hora

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