CAMPO ABERTO – EM FRENTE A APOIADORES, AGORA COMO PRESIDENTE

A 26ª Agrishow começa hoje em Ribeirão Preto (SP) com um reencontro que promete. O presidente Jair Bolsonaro confirmou presença na abertura da feira. No ano passado, esteve como candidato.

Na ocasião, a exemplo do que viria a acontecer meses mais tarde na Expointer, no Rio Grande do Sul, causou furor entre os visitantes, que se acotovelavam para selfies, aplaudiam e gritavam "mito, mito".

Faixas colocadas no entorno da exposição com dizeres como "Somos todos mito" escancaravam o apoio do segmento. Respaldo, aliás, que veio muito antes dos demais setores.

Agora, Bolsonaro vai na condição de eleito, o que faz crescer as expectativas. O agronegócio segue dando sustentação a ele e partilhando de muitas das ideias propostas pelo Planalto, da necessidade da reforma da Previdência ao liberalismo econômico.

Mas também tem demandas pontuais e imediatas. Uma delas diretamente relacionada à feira. O Moderfrota, principal linha de financiamento de máquinas e implementos, está sem recursos desde o dia 11. Um problemão para um evento que tem a tecnologia como carro-chefe dos negócios. Mais ainda porque, quando a Agrishow acabar, restarão dois meses até o final do atual Plano Safra. Período em que, salvo aportes extras, não seria mais possível fazer investimentos com as condições do Moderfrota – juro controlado de 7,5% ao ano.

Representantes da indústria vêm trabalhando com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, buscando a suplementação.

O problema não está no relacionamento e, sim, no caixa e nos contingenciamentos.

Os organizadores do evento mantêm otimistas. Primeiro, porque os bancos prometem levar condições semelhantes às do Moderfrota. Segundo, porque seguem na expectativa de reforços. Para o presidente da feira, Francisco Matturro, a presença de Bolsonaro reflete a importância do setor:

– Significa que ele está mesmo junto com o agronegócio.

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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