CAMPO ABERTO | EM BUSCA DE RESPOSTAS

Exames de laboratório devem ajudar a desvendar as causas do aparecimento de enxame gigante em propriedade do Caçapava do Sul, na Campanha. Ontem, amostras foram coletadas para análise do Laboratório de Apicultura da Faculdade de Agronomia da UFRGS. O coordenador, professor Aroni Satler, esteve no local, acompanhado de Aldo Machado dos Santos, da Câmara Setorial de Apicultura da Secretaria da Agricultura e da instrutora do Serviço de Aprendizagem Rural (Senar-RS), Maristela Kruger.

– A ideia é não descartar nenhuma hipótese e acompanhar se continuarão vindo ou não enxames. Por enquanto, não dá para tirar nenhuma conclusão, vamos testar todas as possibilidades – explica Satler.

Entre os pontos que serão verificados está a presença ou não de algum tipo de doença e de eventuais resíduos de produtos químicos. Com a chuva, não houve registro da chegada de mais insetos.

Os animais que apareceram no primeiro enxame foram colocados em caixas de apicultura pelo produtor.

– Naquela primeira árvore não há mais abelha. As que estão lá agora são de um segundo enxame que chegou. Menor do que o primeiro, mas igualmente anormal – completa o professor da UFRGS.

Santos diz que chama atenção, no caso das abelhas colocadas nas caixas, que as rainhas fecundadas não estão botando ovos.

– Daqui para frente é que surgirão as perguntas e as respostas – completa.

O enxame de proporções fora do normal foi detectado na semana passada. No final de semana, mais abelhas chegaram ao local.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

  • Fonte: Zero Hora