CAMPO ABERTO – DRAGAGEM SUSPENSA, ATÉ SEGUNDA ORDEM

Com a concessão de liminar pela Justiça Federal, a dragagem de manutenção no porto de Rio Grande fica suspensa até que o Ibama se manifeste sobre as causas da lama que apareceu na praia do Cassino, na zona sul do Estado. O documento que atendeu a pedido feito pelo Ministério Público Federal foi emitido ainda na noite de quarta-feira, horas depois do término de reunião entre as partes envolvidas.

O juiz do caso, Adérito Martins Nogueira Júnior, da 1ª Vara Federal de Rio Grande, determinou que medida de suspensão seja mantida caso a avaliação do corpo técnico do órgão ambiental federal for de inviabilidade da dragagem. Se a manifestação for favorável à continuidade da limpeza, haverá nova análise judicial antes da retomada dos trabalhos.

O magistrado acrescentou que caso a decisão seja pela retomada da obra, "desde logo fica afastada a utilização do uso do overflow até a implantação e o funcionamento do sistema de monitoramento completo planejado, bem como o fornecimento pela empresa executante da dragagem ao programa de monitoramento dos dados completos relativos ao emprego daquele equipamento".

Outro ponto que deverá ser esclarecido pelo Ibama é a causa de sedimentos ao longo do canal, e se existe relação com a lama que apareceu na praia do Cassino.

A obra de limpeza dos sedimentos do canal de passagem do porto havia iniciado no dia 29 de outubro. Até o dia 7 deste mês, mais de 590 mil metros cúbicos foram dragados – a autorização dada para a obra é para até 16 milhões de metros cúbicos.

Mas o aparecimento de sedimentos na chamada ante praia levantou suspeita primeiramente sobre o uso da técnica do overflow. Dias depois, o surgimento de lama na praia ampliou a preocupação para a relação com a obra.

O MPF recomendou a suspensão até a origem do problema ser completamente esclarecida. A superintendência acatou, mas a Secretaria Nacional de Portos determinou a retomada da obra. Encontro foi marcado para a última quarta-feira, mas, sem acordo, a definição ficou mesmo por conta do juiz. Agora, é esperar pelos próximos capítulos.

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AS ALTAS temperaturas e a falta de chuva trouxeram impactos às lavouras de verão. Segundo levantamento da Emater, lavouras de milho do norte do Estado apresentam sinais de estresse hídrico. Na soja, também há alerta pelo baixo volume de precipitação.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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