CAMPO ABERTO – DONO DO TEMPO E DO VENTO

Intérprete do Capitão Rodrigo no cinema, o ator Thiago Lacerda (foto) estreitou ainda mais a relação com o Rio Grande do Sul. Na última semana, comprou dois touros polled hereford para dar início à criação em terras gaúchas. Ele já tinha propriedade arrendada em Aceguá.

O primeiro touro foi adquirido da Estância Santa Ruth, e batizado de Tempo. O segundo foi negociado no remate da Guatambu, Alvorada e Caty. Vento completa a dupla, em clara alusão à obra do escritor Erico Verissimo. Thiago já trabalhava com animais para invernada.

O hondurenho Manuel Chinchilla, tem o desafio de comandar a Philip Morris no Brasil, importante mercado mundial. Ele esteve no RS por ocasião dos 45 anos da marca. Veja trechos da entrevista:

MANUEL CHINCHILLA

Presidente da Philip Morris Brasil

A Philip Morris fala em substituir cigarro convencional por eletrônico. Isso é reflexo das restrições adotadas no mundo?

Há 10 anos a empresa investe em pesquisa e desenvolvimento. Na Suíça, temos centro com mais de 400 cientistas e investimos mais de R$ 3 bilhões. E há quatro anos conseguimos ter uma plataforma. A ciência tem mostrado que a principal causa de doenças do fumo vem do fato de o tabaco ser queimado. Em um primeiro momento, lançamos no Japão e na Itália. Agora, temos mais de 42 países com esse produto. Cerca de cem milhões de fumantes migraram para a nova categoria.

Como a indústria prepara o produtor para essa mudança?

O processo de industrialização dessa categoria é muito diferente, e é difícil fazer comparativo. O tabaco precisa estar mais concentrado, porque será usado com dispositivo eletrônico para só aquecer o produto. Temos política de transparência total. Os tipos de tabaco do Brasil são os utilizados na nova categoria. O fato de o país ser o maior exportador e ter produto de alta qualidade faz com que o produtor brasileiro seja parte dessa transformação. Estamos convencidos que essa nova categoria faz parte da solução. A melhor solução é parar de fumar, mas se quer continuar usufruindo do tabaco, deve ter escolha de risco reduzido.

No futuro, a ideia é ter só esse novo modelo? Ou os dois?

Quando recebermos autorização para a nova categoria no Brasil, obviamente estamos pensando na possibilidade de ter uma fábrica que possa produzir as duas categorias. A Philip Morris tem a visão de parar de vender cigarros. Mas entendemos que precisa haver migração. E em um momento os dois estarão juntos. Temos o compromisso claro e assertivo de deixar de vender cigarro.

gisele.loeblein@zerohora.com.br gauchazh.com/giseleloeblein 3218-4709

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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