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CAMPO ABERTO | Divisor de águas

A chuva que causa estragos e bloqueia estradas e rodovias também é motivo de preocupação para produtores. O Rio Grande do Sul está em colheita da safra de inverno e semeadura do ciclo de verão. Um dos fatores de atenção vem das lavouras de arroz (na foto, área em Manoel Viana, na Fronteira). Em uma semana, foi possível avançar apenas um ponto percentual no plantio, que chegou a 55,96% dos 946,33 mil hectares previstos.

A região mais atrasada é a Central, onde o cultivo alcança somente 13,39% do total projetado. Outra região que enfrenta dificuldades em razão dos alagamentos é a Campanha, com o município de Dom Pedrito entre os mais afetados.

O grande problema é que a janela de plantio preferencial está ficando cada vez mais curta: termina no próximo dia 15. E isso pode impactar a colheita do RS, maior produtor nacional.

– Há excesso de chuva e consequente atraso em todas as regiões. O plantio será concluído fora do período recomendado, acarretando provável diminuição na produtividade – diz Guinter Frantz, presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

A opinião é compartilhada pelo presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado, Alexandre Velho. Ainda é cedo para quantificar perdas, que estão sendo levantadas, mas as lembranças da última safra colhida não são positivas.

No ciclo 2018/2019, o volume produzido foi 1,2 milhão de toneladas menor do que no anterior, ficando em 7,24 milhões de toneladas. Reflexo, entre outros fatores, da enchente do início do ano, que trouxe a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para o Estado.

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GISELE LOEBLEIN

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Fonte: Zero Hora

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