CAMPO ABERTO – CONAB APONTA PRODUÇÃO RECORDE DE SOJA NO ESTADO

O Rio Grande do Sul está colhendo sua maior safra de soja. Pelo menos essa é a projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No sétimo levantamento do ciclo 2018/2019, aponta volume de 18,74 milhões de toneladas, levemente acima das 18,71 milhões de toneladas produzidas em 2017, até então o melhor resultado.

– Poderá ser daí para mais, e não para menos – afirma Carlos Bestétti, assistente da superintendência regional da Conab.

A ponderação é feita porque as áreas ainda por colher no Estado ficam em regiões onde a produtividade obtida está acima da esperada no início do ciclo.

Pesaram para esse resultado expressivo na cultura o clima favorável e também o uso de tecnologia por parte dos produtores.

O Rio Grande do Sul tem hoje um sexto da área total cultivada com soja no Brasil e 16% da produção, segundo o órgão.

Nesta safra, o Estado desbancará o Paraná, passando à condição de segundo maior produtor da oleaginosa. Os paranaenses tiveram redução em volume por conta de problemas climáticos.

– Como temos área maior no RS, poderemos vir a superar o Paraná sempre – acrescenta Bestétti.

No total de grãos, o volume colhido no Estado deverá ser de 34,78 milhões de toneladas, o segundo melhor resultado. É que apesar da colheita histórica da soja e da boa performance do milho, que cresceu 19,5% em produção, houve problemas significativos nas lavouras de arroz, que vão encolher 11,7% na comparação com o ano passado.

No Brasil, a produção de grãos deve chegar a 235,34 milhões de toneladas, 3,4% maior do que no ciclo anterior. Para a soja, a colheita está estimada em 113,82 milhões de toneladas, 4,6% menor na comparação com mesmo período.

Pelo IBGE, que também divulgou ontem suas projeções, a produção de soja gaúcha ainda é a segunda maior da série histórica, a exemplo do que havia projetado a Emater no mês passado, ficando a algumas mil toneladas atrás do volume de 2017. Mas coma a diferença é por um "focinho" e a colheita ainda está em andamento no Rio Grande do Sul, os números poderão ser revisados, equiparando as estimativas.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora