CAMPO ABERTO – COM QUEM FICARÁ A PRESIDÊNCIA DA EMATER?

Depois da longa novela, que se arrasta desde o início do governo, a Emater deve conhecer hoje a composição da sua diretoria para a atual gestão. A definição deve ser referendada na reunião do Conselho Técnico Administrativo do órgão, marcada para hoje à tarde.

O que já se sabe, após reunião entre PSB e Casa Civil, é que a presidência não ficará mais com a legenda. O partido, que no governo de José Ivo Sartori comandou a extinta Secretaria de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo, tinha a preferência pela indicação da presidência da Emater. E chegou a apresentar ao Piratini o nome da diretora administrativa Silvana Dalmás.

Mas o assunto que parecia resolvido começou a se arrastar, com idas e vindas. Na semana passada, o governo deu sinais mais claros de que a composição poderia tomar outros rumos. Na coletiva de cem dias de governo, Eduardo Leite falou na necessidade de haver transversalidade do órgão com a Secretaria da Agricultura, administrada pelo PP. O veto ao nome apontado pelo PSB seria do próprio governador, mas as negociações se mantiveram abertas.

O acerto feito na reunião com a Casa Civil, ontem, foi de que o PSB nominasse o diretor administrativo da Emater. Segundo Mario Bruck, presidente do partido, a posição deverá ser ocupada por Vanderlan Vasconselos, ex-prefeito de Esteio e diretor administrativo da Ceasa.

Quanto à diretoria técnica, a escolha recai sobre a lista tríplice da eleição realizada entre os servidores. O mais votado foi Alencar Rugeri, que, salvo alguma reviravolta, será confirmado na função.

Ficaria faltando preencher a vaga da presidência. O cargo exige credenciais de peso. A Emater é hoje o órgão referência na assistência técnica e extensão rural a mais de 220 mil famílias do Estado. Entre os desafios que tem pela frente estão o de conseguir equilibrar as contas e o de renovar a filantropia.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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