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Modelo para a Emater ainda está por ser definido

A renovação do convênio da Emater com o governo do Estado por prazo de 180 dias, a partir de janeiro do ano que vem, não elimina debate sobre modelo atual da instituição – que é privada.

O tema é alvo de estudo de grupo de trabalho de secretarias de Agricultura, Planejamento, Fazenda e Casa Civil, como antecipou a coluna. O termo de colaboração que será assinado resolve, por enquanto, o repasse de recursos estaduais, vitais para a instituição – 70% do orçamento anual provém da parceria. E o convênio vigente vence em 31 de dezembro.

A meta da Secretaria da Agricultura é ter o documento pronto para publicação e assinatura na primeira semana de dezembro.

Mas o fato de ser por seis meses preocupa grupo que criou a iniciativa S.O.S Emater.

– Só por esse tempo, continua sendo motivo de inquietação. Nunca foi de menos de dois anos. Queremos participar da discussão – argumenta Cecilia Bernardi, diretora do Sindicato dos Empregados em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Fundações Estaduais (Semapi).

O titular da Agricultura, Covatti Filho, afirma que o prazo é o autorizado por lei federal e poderá ser prorrogado:

– O anúncio foi para dar tranquilidade a servidores e agricultores. Para, com calma, conversar e buscar alternativas.

Uma das hipóteses seria a estatização. Servidores prometem intensificar as ações do S.O.S Emater. O governo, por sua vez, garante que todos serão chamados à discussão na busca por soluções.

Antes, porém, é preciso garantir a renovação da filantropia, que isenta o recolhimento de tributos. O certificado vence em 2020.

Maratona para dar um up no agro

Uma maratona para buscar soluções para o produtor rural. Esse será o hackathon agro, evento que ocorre no Tecnopuc, na Capital, de 13 a 15 de dezembro. Faz parte do programa AgroUp do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) em cinco Estados, incluindo o RS.

A partir de 270 problemas mapeados, serão desenvolvidas inovações em três grandes áreas: grãos, fruticultura e pecuária, em quatro categorias (segurança, comercialização, doenças invasoras e pragas e custo de produção). As inscrições abrem hoje e vão até o dia 28 (no site www.hackatagro.com). O evento é realizado por Senar-RS e Farsul, com consultoria da Softex.

Marcas da primavera

Os resultados dos remates de primavera confirmam as perspectivas otimistas do início da temporada. Segundo Enio Dias dos Santos, presidente do Sindicato dos Leiloeiros Rurais (Sindiler-RS), as médias de touros tiveram alta de 15% em relação ao ano passado, quando ficaram em R$ 9,56 mil.

– Efetivamente, ocorreu a valorização que se projetava. Reflexo de tendência futura de mercado e do aumento da produção por área – avalia o presidente do Sindiler.

Ele acrescenta que o mercado de reposição "está muito acelerado", com as vendas de terneiros somando 9,6 mil animais. Sobre a recuperação da atividade, observa que agora se chegam a patamares que já deveriam ter sido alcançados.

O leiloeiro Marcelo Silva, da Trajano Silva Remates, escritório que realizou nove leilões na temporada, avalia que houve liquidez e médias positivas. Ressalta os valores para terneiros em remates de Uruguaiana (R$ 7,09 o quilo vivo) e em Lavras do Sul (R$ 7,20). E atribui parte do resultado da temporada ao desempenho das exportações brasileiras de carne.

– Há uma perspectiva muito boa pela frente, e o ano de 2019 foi altamente positivo na venda de fêmeas, assim como foram alcançadas ótimas médias nos machos – completa.

Houve marcas como a do touro braford Comanchero da Bela Vista, que teve cota de 50% vendida por R$ 88 mil, ficando valorizado em R$ 176 mil.

gisele.loeblein@zerohora.com.br 3218-4709

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora