CAMPO ABERTO – CAMINHO DE AJUSTES SERÁ TRILHADO EM 2019

O ano de 2019 será de ajustes. Pelo menos essa é a projeção da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (Fecoagro-RS), em razão das mudanças de diretrizes políticas. O ano que se encerra deve fechar com aumento de 25% no faturamento do setor. No que diz respeito às sobras (equivalentes ao lucro nas empresas privadas), o resultado deve ser semelhante ao de 2017, quando foram R$ 375,7 milhões.

Para o ano que vem, o cenário deverá ser de preços menores para as commodities, avalia Paulo Pires, presidente da Fecoagro:

– As cooperativas agropecuárias do Estado, principalmente as ligadas a grãos, não terão o mesmo desempenho que 2018, poderemos ter até faturamento menor. Mas a perspectiva maior é de um cenário mais promissor para os empreendedores e o setor produtivo.

FERNANDO SCHWANKE

Futuro secretário de Agricultura Familiar

O gaúcho Fernando Schwanke conversou sobre desafios na pasta que ocupará no Ministério da Agricultura.

Sua indicação para a secretaria foi do deputado Alceu Moreira (MDB), companheiro de parlamento da futura ministra Tereza Cristina, certo?

Essa indicação teve validação técnica, da Embrapa Territorial, de Campinas (SP). Na hora em que começaram a ventilar meu nome, me pediram para ir a Campinas, conversar com o Evaristo de Miranda (chefe-geral da unidade e que contribui com projeto de governo), porque faria validação do nome. Teve indicação politica, mas também aval técnico.

Que ações prioritárias terá a pasta?

Estamos definindo as questões, algumas com impacto importante. Dizem respeito à reestruturação da DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf). Mas prefiro que a ministra fale sobre isso. Na minha secretaria, teremos quatro diretorias. Uma será a da assistência técnica e extensão rural. A outra, de cooperativismo e acesso a mercados, voltada a interlocução com programas e ações importantes de acesso a mercados. Na de crédito fundiário, vamos preparar um novo desenho do crédito fundiário. E a de estruturação produtiva trabalhará com cadeias produtivas e projetos específicos. Ainda não há definição de nomes, que passarão pelo crivo da ministra. Mas ela nos deu liberdade para montarmos nossas equipes.

Fala-se em "nova abordagem à assistência técnica e à extensão rural". O que significa isso?

Queremos direcionar a assistência técnica para geração de renda ao produtor. Garantir e gerar renda ao pequeno e médio produtor. Achamos que, fazendo isso, os aspectos sociais são contemplados. Nos últimos anos, a extensão rural acabou sendo extensão social.

Os programas voltados à agricultura familiar, como o Pronaf, tiveram corte significativo de recursos. Como fazer política eficiente com menos dinheiro?

A área do financiamento, de seguro agrícola, vai toda para a Secretaria de Política Agrícola. Obviamente teremos uma interação forte. A ideia é criar outros mecanismos para financiar agricultura empresarial para sobrar mais para subsidiar a familiar.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora