CAMPO ABERTO – AVANÇO NA LAVOURA, FREIO NO MERCADO

Se no campo o tempo bom permite o avanço do plantio de soja no Rio Grande do Sul ( que alcançou nesta semana 48% da área total estimada), no mercado a esperança de preços melhores ainda determina ritmo lento das vendas da safra 2017/2018.

Segundo o consultor Evandro Oliveira, da Safras & Mercado, até o momento, apenas 10% da produção foi vendida de forma antecipada. Em igual período do ano passado, o percentual era de 15% e, na média dos últimos cinco anos, de 20%. No Brasil, também se verifica pouco avanço em relação aos outros anos – 19,1% ante 29% na média de cinco anos.

– A comercialização está bem atrasada, muito em função de preço. O produtor não vê atratividade – pondera Oliveira.

E se por um lado as projeções de ocorrência de La Niña – com chuva mais escassa a partir de janeiro – preocupam agricultores, por outro, criam perspectiva de alta nos valores do grão.

– Os contratos futuros estão devagar ainda – corrobora Luis Fernando Fucks, presidente da Associação dos Produtores de Soja do Estado (Aprosoja-RS).

A preocupação em garantir renda ficou ainda maior com os resultados colhidos nas lavouras de inverno.

– A soja está com dupla responsabilidade: pagar as contas de inverno e o custeio do verão – acrescenta Claudio Dóro, assistente técnico regional de Passo Fundo.

Na região, o plantio de soja chegou a 90%. Os 10% restantes são áreas a serem cultivadas na resteva do trigo. O técnico da Emater acrescenta que, até o momento, o tempo tem sido muito benéfico para a semeadura, intercalando dias de sol e chuva.

– O plantio está indo rápido, as condições estão bem favoráveis – completa Fucks.

O consultor da Safras & Mercado lembra que o produtor poderá ter de fazer caixa, precisando "ir ao mercado" e negociar a soja. Isso pode determinar uma melhora no ritmo dos negócios até o final do ano.

O fim de semana será de disputa na cidade do cavalo crioulo, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O local é palco da quarta Prova Vaquero, organizada pela Associação Vaquero. Diretora-executiva da entidade, Caroline Bertagnolli afirma que a competição, que começou fechada, em duas cabanhas, agora é aberta e vem ganhando espaço. No ano passado, foram 86 participantes. Neste ano, são 102.

– Acreditamos que esse número aumentará à medida que as pessoas conheçam a prova, que é técnica, mas acessível – observa Caroline.

Estão aptos à seletiva cavalos crioulos a partir dos quatro anos de idade, que não sejam castrados e que tenham marcação.

Os conjuntos participantes são avaliados por uma dupla de jurados – no total, são sete avaliadores habilitados, todos técnicos da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos. A competição tem cinco movimentos de rédea e cinco com o gado. As notas vão de zero a cem na etapa de classificação. Na grande final, no domingo, a pontuação é zerada.

Outro apelo vem da premiação: são R$ 150 mil. Para quem quer acompanhar de perto, a entrada é gratuita (saiba mais em provavaquero.com.br). EMOÇÃO À PROVA

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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