CAMPO ABERTO – Argumentos à mesa

Dos compromissos que a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, terá em seu giro pelos Estados Unidos, o que atrai a maior expectativa é o de amanhã, quando se encontrará com o secretário de Agricultura, Sonny Perdue. Na conversa, tentará convencer o colega de que o Brasil fez todo o dever de casa e está pronto para voltar a exportar carne bovina in natura.

Ela afirmou que apresentará dados sobre o setor e os avanços nos últimos anos. Há grande interesse pela retomada dos embarques, interrompidos em 2017, quando foram identificados abscessos em produto embarcado. De lá para cá, houve mudanças, como a da dosagem da vacina contra a aftosa, de 5 ml para 2 ml, justamente para minimizar reações nos bovinos.

Relatório enviado após missão realizada no Brasil solicitou mais explicações e frustrou expectativa de reabertura.

– Isso é uma coisa técnica. Os Estados Unidos estão pedindo mais informações, e nós vamos dar – havia dito Tereza Cristina.

Além de vitrine, o mercado americano também serviria para equacionar o aproveitamento de carcaça. O consumo brasileiro é, na maior parte, de cortes traseiros. A preferência dos americanos é pela dianteira – a carne costuma ser usada na produção de hambúrguer.

Ontem, a ministra participou de agenda no Banco Mundial (foto). Hoje tem evento no Instituto Brasil do Wilson Center na Embaixada do Brasil em Washington. A delegação do ministério também tem reunião no Banco Interamericano de Desenvolvimento.

NO RADAR

Será que agora a obra termina? A Secretaria de Obras e Habitação assinou a ordem de serviço para supervisão das obras na barragem de Taquarembó, em Dom Pedrito. A primeira etapa teve custo de R$ 109 milhões e foi concluída. A segunda, de R$ 82 milhões, teve 26% concluída. E a vistoria é o primeiro passo para retomar os trabalhos.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte: Zero Hora