CAMPO ABERTO – AFTOSA: RS FAZ NOVO PEDIDO DE AUDITORIA

O Rio Grande do Sul deu outro passo em direção à busca da condição de livre da febre aftosa sem vacinação. Ontem, reforçou pedido para que o Ministério da Agricultura realize auditoria na segunda quinzena de julho. A iniciativa é considerada prova de fogo para saber se as condições no Estado sustentam a decisão de parar de vacinar.

Ainda não há confirmação se será, de fato, executada no período solicitado. Mas as articulações políticas indicam que sim – a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o secretário de Agricultura do RS, Covatti Filho, mantêm linha direta.

Se confirmada a vinda dos técnicos e com relatório positivo, haveria tempo hábil para que os gaúchos suspendessem a imunização já na segunda etapa da campanha, marcada para novembro – o que irá ocorrer no Paraná.

O novo pedido por auditoria do ministério foi feito ontem, no almoço que marcou a instalação da Frente Parlamentar em Apoio à Evolução do Status Sanitário Animal do RS. Em dezembro do ano passado, o então vice-governador José Paulo Cairoli já havia formalizado a solicitação a Blairo Maggi, que era o titular da Agricultura.

– Muita gente tem na memória a fotografia da época do foco, em 2000 e 2001. Mas muita coisa mudou. Foi criado o Fundesa, fez-se georreferenciamento das propriedades, as regras da Organização Mundial de Saúde Animal são outras – reforça Ernani Polo, presidente da frente.

Foi em 2017, quando esteve à frente da Secretaria da Agricultura, que o Estado sinalizou interesse em antecipar-se ao calendário do ministério para a retirada da vacina – o RS pertence ao bloco cinco, com fim da imunização previsto para 2021. Desde lá existe expectativa pela auditoria focada na aftosa.

Covatti Filho afirmou que a defesa animal é uma prioridade para os setores público e privado e que "seu constante monitoramento permite que consideremos que o RS tem condições de atender aos requisitos necessários para que seja retirada a vacina".

A avaliação final (leia mais abaixo) virá só depois da auditoria, agora esperada para o segundo semestre. Antes disso, o foco é na primeira etapa da vacinação, de 1º a 31 de maio.

ESPAÇO À INOVAÇÃO

Com a inauguração hoje do AgTech Garage, hub de inovação no Vale do Piracicaba (SP) (foto), nasce também uma parceria com o Sicredi. A instituição será um dos aceleradores do espaço, focado nas startups do agronegócio.

– Não é só um aporte financeiro. Teremos pessoas do Sicredi lá dentro – explica Márcio Port, vice-presidente da Central Sicredi Sul/Sudeste.

Com atuação na região da divisa de Paraná com São Paulo, o Sicredi foi convidado a se tornar um investidor do AgTech Garage. Port credita essa busca pela instituição às credenciais que tem, como a proximidade com o setor primário, sendo o principal financiador do Pronaf no país e terceiro maior nas linhas de crédito rural como um todo.

– Não temos dúvida de que o lançamento da AgTech Garage será um marco para o ecossistema de inovação e empreendedorismo do agronegócio brasileiro – acrescenta José Tomé, cofundador da AgTech Garage.

O Vale do Piracicaba, onde está instalado o hub, é considerado a versão brasileira do Vale do Silício, nos EUA. Concentra startups, investidores e espaços de inovação ao colocar lado a lado centros de pesquisa, empresas e instituições de ensino, como a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP(ESALQ/USP).

– O grande objetivo da participação é o ganho que o associado pode ter. Aumento de produção, gestão de propriedade, o produtor familiar ainda é muito carente desse tipo de recurso – diz Port.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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