CAMPO ABERTO – A FISCALIZAÇÃO DAS NOVAS REGRAS DO 2,4-D

Para garantir a implementação das medidas de controle da deriva de 2,4-D no prazo adequado, será preciso correr contra o tempo. Amanhã, a Secretaria da Agricultura do Estado realiza reunião técnica no Sindicato Rural de Dom Pedrito. O município é um dos 23 em que laudos apontaram resíduo do herbicida, no ano passado, em outras culturas que não a da soja, na qual é aplicado.

O chefe da Divisão de Insumos e Serviços Agropecuários da pasta, Rafael Friedrich de Lima, explica que a ideia é esclarecer dúvidas com agrônomos, donos de revenda e outros técnicos. Como antecipou a coluna, duas instruções normativas foram publicadas na sexta-feira como as primeiras ações do governo em relação ao problema da deriva. Uma delas implementa a necessidade da assinatura do termo de conhecimento de risco e de responsabilidade por parte dos produtores no momento em que é feita a compra do herbicida. A outra, estabelece a figura do aplicador do produto, que precisará estar cadastrado para desempenhar a função. E, para poder fazer o cadastro, terá de passar por treinamento, com parte teórica e prática (leia ao lado).

A exigência da assinatura do termo de compromisso começa a valer 10 dias após a publicação da instrução normativa. No receituário agronômico, necessário para a compra do herbicida, foi incluído um campo onde constará esse dado.

– Hoje, a receita é feita em sistemas próprios nas empresas. Entendemos que o prazo é suficiente para que essa informação seja acrescentada – avalia Lima.

A fiscalização será feita de duas formas: ações de rotina e também a partir de denúncias.

– No ano passado, tivemos várias ocorrências de deriva. Todas geraram fiscalização na propriedade e nas que ficam no entorno – acrescenta o chefe da Divisão de Insumos e Serviços Agropecuários.

Representantes de entidades das culturas afetadas pela deriva avaliam que a criação das medidas por parte do Estado é um reconhecimento do problema e da necessidade de ações para resolvê-lo, mas criticam pontos do texto e vão buscar modificações. Documento elaborado pela Associação de Vinhos da Campanha já foi encaminhado ao Ministério Público Estadual.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte :Zero Hora

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