CAMPO ABERTO – A favor do clima

Não é só em volume e qualidade que o arroz do Rio Grande do Sul tem destaque. Ações de pesquisadores de Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Embrapa, UFSM e UFRGS ajudaram a reduzir em até 48% a emissão de gases de efeito estufa nas lavouras irrigadas gaúchas. Isso foi possível com melhoramento genético e manejo adequado, como ficou evidente no Campo em Debate, realizado ontem, na Casa RBS na Expointer.

– Um quilo de arroz produzido no Estado gera 400 gramas de CO2, enquanto, no mundo, são 650 gramas – observou Mara Gross, pesquisadora do Irga.

O ponto de partida foi o Protocolo de Kyoto, no final da década de 1990, com metas para redução da emissão de gases de efeito estufa, recordou Ivo Mello, também pesquisador do Irga.

Produtores buscam agora nova conquista: a inclusão do sistema de plantio de arroz no Programa Agricultura de Baixo Carbono. Elvison Nunes Ramos, coordenador-geral de mudanças climáticas do Ministério da Agricultura, disse que "70% do caminho está trilhado."

A Emater apresenta hoje a primeira projeção para a próxima safra de verão do Estado. Uma das expectativas é saber se a soja acumulará novo avanço em área e qual deve ser o recuo estimado para o arroz.

gisele.loeblein@zerohora.com.br 3218-4709

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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