CAMPO ABERTO – A CONTA DA TABELA DE FRETE JÁ CHEGOU

A aprovação na Câmara dos Deputados e no Senado da medida provisória (MP) que estabelece a tabela de frete é motivo de grande preocupação para entidades ligadas ao agronegócio. É porque a conta dessa medida já chegou para o setor e, inevitavelmente, virá também para o consumidor, dada a quantidade de atividades que dependem do transporte rodoviário.

A Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja) alertou, em nota, que o frete mínimo aumentará o custo de produção e inviabilizará a comercialização de muitos produtores, além de aumentar gastos com transporte de itens da cesta básica e provocar alta da inflação. A entidade acrescenta que a MP contraria a lei de oferta e demanda.

– A nossa esperança é de que, quando for julgado o mérito das ações de inconstitucionalidade que estão no Supremo Tribunal Federal, se revise essa questão de valores mínimos – diz Vicente Barbiero, presidente da Associação das Empresas Cerealistas do RS (Acergs).

Segundo levantamento feito pela assessoria econômica da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), o tabelamento foi responsável por dois terços do aumento médio de 44% verificado no valor do frete em pontos do Rio Grande do Sul, na comparação de julho deste ano com igual período em 2017 (veja quadro abaixo).

– Subir mais de 10 vezes o valor da inflação é algo intolerável, que denota um problema sério. Quando aumentamos o preço do frete, estamos, no fim do dia, gerando inflação na veia. Energia elétrica, combustíveis e fretes sempre impactarão todas as cadeias, porque são insumos que elas precisam – avalia Antônio da Luz, economista-chefe do Sistema Farsul.

Ele acrescenta que os maiores prejudicados com a medida são os próprios motoristas autônomos, porque o mercado está parado. Produtores e indústrias com frota própria têm mantido nível de liquidez normal:

– Ninguém está querendo contratar autônomo.

A MP depende agora apenas da sanção do presidente Michel Temer. Na terça-feira, grupo de 39 entidades havia assinado manifesto repudiando a legalização do tabelamento dos fretes. No texto, as representações fazem menção ao fato de a tabela já ter elevado o IPC Fipe de junho para a área de alimentos em 3,14% e de impor danos à comercialização da safra.

O CURSO que será oferecido pelo Senar-RS sobre arroz traz informações sobre os benefícios do cereal e receitas que podem ser livremente aproveitadas por celíacos, mas que não são exclusivas para esse público. A nutricionista Marjana Favin, que dará as aulas com a colega Denize Vogg, ressalta a abrangência:

– Queremos levar conhecimento às pessoas, para alimentação mais saudável e de fácil digestão.

A PRODUÇÃO FEITA em acampamentos da reforma agrária estará em evidência, a partir de hoje, na 25ª Feira Internacional Jubilar do Cooperativismo e 3ª Feira Mundial de Economia Solidária, em Santa Maria. O MST terá 13 bancas.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora