Caminho livre na BR-101 para produtos gaúchos

Atualmente, 35 agentes da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) fazem a fiscalização na rodovia

Caminho livre na BR-101 para produtos gaúchos Fernando Dias/Fernando Dias/Seapa

O pedido formal para a criação do corredor foi feito pelo Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) ao Ministério da Agricultura em junho do ano passado.Foto: Fernando Dias / Fernando Dias/Seapa

Com as definições acertadas ontem entre as secretarias da Agricultura do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, o corredor de passagem pela BR-101 para produtos gaúchos tem data prevista para começar a funcionar: 30 de maio. A certeza depende ainda da agenda dos governadores dos dois Estados e do ministro da Agricultura, Neri Geller.

Os três querem participar da cerimônia que marcará o início das atividades no posto de fiscalização de Torres.

Até lá, 35 barreiristas, como são chamados os agentes da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) que fazem a fiscalização, serão treinados para "domar" o sistema que permitirá o acesso a informações fiscais e sanitárias. Dezesseis atuarão no lado gaúcho e 19 na cidade de Garuva, divisa com Paraná.

— A decisão está tomada — afirma Airton Spies, secretário de Agricultura e Pesca de Santa Catarina.

Também será feita uma espécie de test-drive, com duas transportadoras gaúchas, para ver se o sistema operacional e a estrutura criados estão funcionando. A estimativa é de que essa simulação comece a partir do dia 20.

O pedido formal para a criação do corredor foi feito pelo Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) ao Ministério da Agricultura em junho do ano passado.

A autorização veio, e o acordo de cooperação técnica entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul foi assinado em agosto. A data para a criação efetiva do corredor vinha sendo adiada. Esbarrou em impasses estruturais — que agora são dados como resolvidos.

Como Santa Catarina é zona livre de aftosa sem vacinação, os corredores são rotas obrigatórias estabelecidas para o transporte de cargas vivas e de produtos de origem animal que precisam passar pelo Estado vizinho. A liberação no corredor da BR-101 será apenas para produtos de origem animal — não inclui cargas vivas, embora já se acene com a possibilidade de permissão para aves.

Até então sem a opção desse caminho, o transporte tinha de ser feito pelos outros corredores sanitários. A viagem, por vezes, se tornava mais longa e chegava a custar até R$ 600 a mais por caminhão (como antecipou a coluna do dia 29 de abril).

— Os grandes beneficiados serão as empresas gaúchas — afirma Rogério Kerber, presidente do Fundesa.

Fonte: Zero Hora | por Gisele Loeblein

08/05/2014 | 16h11

Fonte: Zero Hora | por Gisele Loeblein

08/05/2014 | 16h11

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