Camex estende isenção do Imposto de Importação de trigo

Argumento é a quebra da safra no Paraná e a menor disponibilidade do grão argentino

por Estadão COnteúdo

Ernesto de Souza/Ed. Globo

Escassez de trigo no mercado brasileiro foi o fator considerado para manter isenção de imposto de importação (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) prorrogou até o dia 30 de novembro deste ano o prazo para importação de trigo com isenção de Imposto de Importação de até 400 mil toneladas. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a decisão da Camex considera a redução dos estoques da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o impacto inflacionário do produto.
Segundo o MDIC, há uma escassez do grão no mercado brasileiro em função da quebra da safra no Paraná, principal produtor nacional, e na Argentina, principal fornecedor do grão para o Brasil.
A redução da alíquota para trigo vem ocorrendo desde 1º de abril deste ano, com o prazo tendo sido estendido e a cota ampliada. No total, 2,7 milhões de toneladas do produto tiveram autorização para entrar no Brasil com isenção do Imposto de Importação.

Nesta terça-feira (10/9), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para baixo sua estimativa para a produção de trigo no Brasil em 2013. A colheita foi estimada em 4.952,2 mil toneladas, 12,5% menor do que as 5,6 milhões de toneladas esperadas em agosto. Ainda assim, o volume é 16,6% maior do que o obtido em 2011/12, quando o clima afetou a produção.
Neste ciclo, geadas, após um período longo de chuvas, também foram desfavoráveis às lavouras. Segundo a estatal, as geadas no Paraná comprometeram 26% da produtividade em relação ao levantamento anterior. A área plantada com trigo no Estado foi estimada em 976,9 mil hectares com trigo, 26,3% maior que a de 2012. Já o Rio Grande do Sul semeou 1.030,2 mil hectares, incremento de 5,5% em relação ao ciclo passado. Os dois Estados respondem por 90% da produção nacional de trigo.
Sobre a condição das lavouras gaúchas, a Conab diz que elas têm desenvolvimento normal até o momento do levantamento, "o que leva a crer que terá boa produtividade e qualidade do produto, contanto que os fatores climáticos continuem satisfatórios". Nesta terça-feira (10/9), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para baixo sua estimativa para a produção de trigo no Brasil em 2013. A colheita foi estimada em 4.952,2 mil toneladas, 12,5% menor do que as 5,6 milhões de toneladas esperadas em agosto. Ainda assim, o volume é 16,6% maior do que o obtido em 2011/12, quando o clima afetou a produção.
Neste ciclo, geadas, após um período longo de chuvas, também foram desfavoráveis às lavouras. Segundo a estatal, as geadas no Paraná comprometeram 26% da produtividade em relação ao levantamento anterior. A área plantada com trigo no Estado foi estimada em 976,9 mil hectares com trigo, 26,3% maior que a de 2012. Já o Rio Grande do Sul semeou 1.030,2 mil hectares, incremento de 5,5% em relação ao ciclo passado. Os dois Estados respondem por 90% da produção nacional de trigo.
Sobre a condição das lavouras gaúchas, a Conab diz que elas têm desenvolvimento normal até o momento do levantamento, "o que leva a crer que terá boa produtividade e qualidade do produto, contanto que os fatores climáticos continuem satisfatórios".

Fonte: Globo Rural

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