CAFÉ – Safra 2018/19 tem exportação recorde

Entre janeiro e junho o Brasil exportou 20 milhões de sacas do grão

Entre janeiro e junho o Brasil exportou 20 milhões de sacas do grão

FOTO: ESTADÃO CONTEÚDO

O Brasil exportou 41,1 milhões de sacas de café no ano-safra 2018/19 (julho de 2018 a junho de 2019), volume que representa recorde histórico para o período e aumento de 35% em relação a igual intervalo de 2017/18.

Os dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) consideram a soma das exportações de café verde, solúvel e torrado e moído. A receita cambial no ano-safra 2018/19 foi de US$ 5,3 bilhões (equivalente a R$ 20,8 bilhões), representando também um aumento de 9,8%, em relação ao período anterior. Já o preço médio foi de US$ 131,14, o que representa uma queda de 18,7% em relação ao ano-safra 2017/18. “Os resultados refletem a excelência do agronegócio café do Brasil, a eficiência do comércio exportador, os investimentos em pesquisa e inovação, bem como o comprometimento rigoroso com a sustentabilidade, tanto em relação ao meio ambiente quanto à responsabilidade social junto aos produtores”, declarou o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes.

No acumulado de janeiro a junho, o Brasil exportou 20 milhões de sacas, também um recorde histórico para o período. O volume representa um crescimento de 37,4% na comparação com o primeiro semestre de 2018. Em coletiva de imprensa na segunda-feira (9), o dirigente destacou a perspectiva do País atingir 40% do market share global nos próximos anos. “Atualmente, estamos em 38%, levando em conta exportações e mercado interno.”

Segundo Carvalahes, o Brasil é o País produtor que cresce e sustenta o aumento do consumo mundial. “Aumentamos nossa produtividade, enquanto os demais países reduziram ou estabilizaram seus volumes.”

O presidente do Cecafé ainda comemorou o acordo comercial firmado entre Mercosul e União Europeia. “Vemos com bons olhos o acordo que levou 20 anos para ser construído, e irá fortalecer os laços entre Brasil e Europa. Será uma importante contribuição para a expansão da presença do nosso café no mundo.”

RICARDO CASARIN • SÃO PAULO

Fonte : DCI