Café continua em queda livre em NY

Pressionadas por um contínuo movimento de pequenas quedas iniciado em meados de outubro, as cotações do café arábica vêm, sessão após sessão, "reescrevendo sua história" na bolsa de Nova York.

Em 29 de outubro, a commodity completou sua maior sequência de baixas consecutivas desde 1972 (foram 11 pregões sem altas) – e as perdas, desde então, foram interrompidas apenas por valorizações marginais em duas sessões.

Ontem, os contratos para março, que ocupam a segunda posição de entrega, voltaram a cair. Fecharam a US$ 1,0460 por libra-peso, baixa de 190 pontos (a maior da série), e atingiram o menor valor desde 5 de dezembro de 2008. De 15 de outubro para cá, a baixa chega a 13%.

O início da colheita na Colômbia e na América Central agravou o cenário negativo para os preços, que já estava desenhado com a grande colheita no Brasil, estimada em 47,5 milhões de sacas pela Conab nesta safra 2013/14. As recentes chuvas favoráveis às plantações em regiões produtoras do país também contribuíram para o quadro "baixista".

Além disso, a demanda global morna tem dificultado a reação nas cotações, completando uma equação cujo resultado afeta diretamente os produtores brasileiros, que já articulam manifestações para pedir medidas de apoio ao governo. O indicador Cepea/Esalq para a saca do arábica no mercado doméstico atingiu em outubro a menor média mensal em termos reais em 11 anos.

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Fonte: Valor | Por Mariana Caetano e Carine Ferreira | De São Paulo

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