Café conilon também já perde rentabilidade

Acendeu a ‘luz amarela’ também para o café robusta (conilon) produzido no Espírito Santo, maior produtor brasileiro da variedade. Diferentemente do arábica, o produto vinha registrando liquidez com a alta dos preços no mercado interno, principalmente no primeiro semestre. Mas nas últimas semanas, o valor pago ao produtor empatou ou ficou abaixo do custo de produção. As quedas acompanharam o movimento de declínio das cotações do arábica.

O robusta, considerado de qualidade inferior, tem custo de produção mais baixo e maior produtividade que o arábica. O produto, que chegou a ser negociado no início deste ano a R$ 250 por saca, recuou para R$ 160 a R$ 180 em setembro e outubro, segundo Marcus Magalhães, da Maros Corretora. Mas, desde o fim da semana passada, subiu para o patamar de R$ 210.

Três meses atrás, ainda havia conilon tipo 7 (média a boa qualidade) a R$ 245 a saca, quando ficou mais caro que o arábica bebida rio, conforme Edimilson Calegari, gerente-geral da Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel (Cooabriel).

Há duas semanas, porém, conforme Calegari, o produto valia R$ 180 a saca, ante um custo médio de produção entre R$ 190 e R$ 200 por saca. A reação no preço na semana passada (R$ 200 a R$ 210) ocorreu porque alguns compradores não conseguiram adquirir o produto diante da retração das vendas por parte dos produtores.

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Fonte: Valor | Por Carine Ferreira | De São Paulo

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