Cadastro ambiental rural ainda engatinha no Rio Grande do Sul

Quase um mês depois do início da operação, ainda não existe levantamento do número de produtores que já preencheram os dados

Nesta semana, o decreto que tornou operacional o preenchimento do Cadastro Ambiental Rural (CAR) – exigência do novo Código Florestal – completa o primeiro mês. Prazo é algo importante neste caso, já que o produtor tem tempo limitado para fornecer as informações. Um ano prorrogável por mais um, período que já está correndo. A partir de 2017, estar em dia com o cadastro será pré-requisito para obter crédito e licenciamento.

Por enquanto, ainda não há balanço de quantos produtores já preencheram as informações – o Ministério do Meio Ambiente afirma que a compilação desses dados ficará a cargo dos Estados.

No Rio Grande do Sul, o cadastro será monitorado pela Secretaria de Meio Ambiente. A senha para que o órgão tenha acesso aos dados ainda não foi fornecida.

A etapa da análise, posterior ao preenchimento, é a que demandará mais tempo. É a partir do cruzamento de dados que se determinará quem precisará elaborar plano de recuperação de áreas degradadas.

– Já se debate a possibilidade de transferir essa análise para municípios com estrutura adequada – explica Junior Carlos Piaia, diretor do Departamento de Florestas e Áreas Plantadas da secretaria.

Um reforço de equipe, de pelo menos 15 técnicos, também é esperado e poderá vir do aguardado concurso da secretaria. Outra alternativa avaliada seria uma espécie de permuta com os aprovados em recente seleção da Secretaria da Agricultura.

Por enquanto, o que tem data para começar, 9 de junho, são os cursos para formar especialistas no tema, capazes de auxiliar os produtores no cadastro.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS) é parceiro na iniciativa e também já está realizando palestras de conscientização sobre o tema.

– A preocupação tem relação com o desconhecimento da lei. Quando entendem o cadastro, percebem que, apesar de trabalhoso, não é difícil – opina Eduardo Condorelli, assessor técnico da Farsul.

Fonte: Zero Hora |  por Gisele Loeblein

01/06/2014 | 19h09

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