Burocracia

Enquanto a economia gaúcha começa a sentir os efeitos da seca, com menor circulação de dinheiro no Interior, a Associação dos Perfuradores de Poços do Rio Grande do Sul enfrenta demora de até seis meses para conseguir liberar a perfuração de um poço. A reclamação é do empresário do setor Rogério Pons da Silva:
– Além do velho problema da falta de planejamento no setor público, agora é o setor privado que enfrenta a burocracia para conseguir a liberação da licença de perfurar um poço – afirma.
Com seis meses de seca em algumas regiões, o que impede o enchimento de cisternas, açudes e barragens, o campo precisa cada vez mais da água fornecida por poços tubulares. É uma fonte que não depende do regime de chuva e não ocupa a área de um açude – o que faz muita diferença em propriedade pequena, onde cada metro quadrado é usado para plantar.
Apesar disso, e não bastassem as dificuldades legais que emperram a construção de açudes, agora a abertura de poços está mais difícil. A burocracia, decididamente, joga a favor da seca.

Fonte: Zero Hora | OLHAR DO CAMPO | IRINEU GUARNIER FILHO

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