BRF rola R$ 3,2 bi em dívidas com o Banco do Brasil

Paralelamente ao plano de venda de ativos, a BRF avançou na rolagem de suas dívidas com bancos no Brasil. Em 20 de julho, o conselho de administração da empresa aprovou a proposta de refinanciamento de R$ 3,2 bilhões em dívidas com o Banco do Brasil. A ata da reunião foi enviada na noite de ontem à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O refinanciamento, que inclui rolagem de dívidas e novas captações, tem prazo de vencimento de até três anos. A proposta do Banco do Brasil para o refinanciamento das dívidas foi aprovada por nove dos dez conselheiros da companhia. Walter Malieni, conselheiro que é vice-presidente de negócios de atacado do BB, se absteve.

Renegociar as dívidas, sobretudo as que vencem neste ano e em 2019, é uma das prioridades da gestão de Pedro Parente, que desde junho é o CEO global da BRF. No fim de março, a dívida bruta da companhia totalizava R$ 21,3 bilhões. A BRF divulgará o balanço referente aos resultados do segundo trimestre no dia 10 de agosto.

Em comunicado, a BRF informou que, somando a nova renegociação aos R$ 1,1 bilhão já renegociados com o Bradesco, atinge o montante de quase R$ 4,3 bilhões em dívidas refinanciadas em julho de 2018, "endereçando a maior parte do volume vincendo no presente ano e parte relevante do montante a vencer em 2019".

O conselho da BRF aprovou, também em 20 de julho, a nomeação de Vinícius Barbosa ao cargo de vice-presidente de operações. A indicação do executivo, que fez carreira na fabricante de cervejas AB Inbev, já havia sido anunciada ao mercado.

Por Luiz Henrique Mendes | De São Paulo

Fonte : Valor

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