BRF prevê para 2024 trazer carne bovina cultivada em laboratório

O frigorífico BRF e a startup israelense Aleph Farms se uniram para produzir produtos diretamente a partir das células dos animais. A chamada carne cultivada é um exemplo de agricultura celular e uma nova forma de produzir proteína animal, inédito em uma empresa brasileira, segundo a BRF.

Ainda em fase de testes, a novidade poderá chegar ao mercado brasileiro de diversas formas, como hamburguer, almôndegas, embutidos como salsicha ou mesmo steaks. Os ganhos em sustentabilidade são enormes: para cada 1kg de carne bovina, gasta-se, em média 15 mil litros de água. A tecnologia empregada no cultivo garante economia de 70% nesse volume, evita o desmatamento e assegura maiores hectares de terra fértil, além de zero emissão de gases (a produção da Aleph Farms pretende zerar as emissões de carbono por completo até 2025).

A carne cultivada é livre de quaisquer antibióticos, o que garante maior saudabilidade à proteína e menos riscos à saúde do consumidor e provém de uma amostra celular animal 100% natural. A iniciativa segue o planejamento estratégico Visão 2030, divulgado pela companhia no final do ano passado.

"A BRF terá um papel de destaque nessa revolução alimentar, a maior transformação da indústria alimentícia dessa geração. Desde 2014, temos testemunhado uma crescente demanda global por novas fontes de proteína impulsionadas por fatores como preocupações ambientais, novas dietas e estilos de vida, incluindo as dietas flexitarianas e vegetarianas em todo o mundo", ressalta o CEO da BRF, Lorival Luz.

Além do co-desenvolvimento e produção, a BRF também distribuirá produtos de carne cultivada no Brasil. Pesquisas com consumidores brasileiros estão em andamento e a ideia é oferecer produtos desse tipo ao mercado brasileiro até 2024.

A indústria de carnes cultivadas deve movimentar US$ 140 bilhões na próxima década, segundo projeções da Blue Horizon, que investe em proteínas alternativas.

Fonte: Jornal do Comércio

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