Brasil vai retomar as vendas à China

A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, afirmou ontem que espera abrir o mercado de lácteos da China ainda neste semestre. "Abrimos pela primeira vez [o mercado de leite em pó] para a Rússia, e no segundo semestre vamos abrir a China", afirmou a ministra, durante a solenidade de abertura do Salão Internacional de Aves e Suínos (Siavs), realizado na capital paulista. O evento é organizado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Em seu discurso, a ministra fez alusão ao potencial do mercado chinês, maior importador global de leite em pó. "Se abrir a China, imagina o que vai ser". Ela se defendeu, ainda, das críticas de que o Brasil não teria produção suficiente para exportar leite em pó para esses países. "Não tem leite suficiente porque não tem mercado", argumentou a ministra.

O Brasil já exportou volumes pontuais de lácteos para o país asiático entre os anos de 2000 e 2007, mas o certificado sanitário internacional para a China, necessário para a exportação, expirou e está sendo renovado atualmente. Com a renovação, as exportações brasileiras poderão ser retomadas.

Pouco mais tarde, enquanto visitava os estandes das empresas no Siavs, Kátia ressaltou a relevância do mercado de lácteos de Rússia e China. De acordo com ela, os dois países representam de 13% a 17% do comércio global de leite em pó.

Durante o discurso de abertura, a ministra também se mostrou otimista com a concessão de duas ferrovias consideradas fundamentais para impulsionar as exportações de grãos pelo Norte do país. Segundo ela, "muitas empresas" demonstraram interesse, por meio dos Procedimentos de Manifestação de Interesse (PMIs), na concessão da Ferrovia Norte-Sul e na ferrovia que vai de Lucas do Rio Verde, polo produtor de Mato Grosso, até Miritituba, no Pará.

"Nos traz otimismo, especialmente nas duas ferrovias", disse a ministra. De acordo com Kátia Abreu, o eventual vencedor da concessão da ferrovia Norte-Sul vai operar a modal e concluir os trechos até Três Lagoas (MS), bem como o trecho que vai de Açailândia (MA) até Belém, capital paraense. (Colaborou Alda do Amaral Rocha)

Por Luiz Henrique Mendes | De São Paulo

Fonte : Valor

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