Brasil tem 5º maior PIB verde do mundo, segundo estudo divulgado pela ONU

Indicador de sustentabilidade anunciado na Rio+20 coloca país à frente de potências como os Estados Unidos e Canadá em desenvolvimento que associa riqueza e uso de recursos naturais

Brasil tem 5º maior PIB verde do mundo, segundo estudo divulgado pela ONU Vanderlei Almeida/AFP

Visitantes posam para foto com globo terrestre no Aterro do FlamengoFoto: Vanderlei Almeida / AFP

Um anúncio feito no domingo pela Organização das Nações Unidas durante a Rio+20 mostra que o Brasil avança quando se trata dos impactos do desenvolvimento sustentável.
Uma nova forma de medir o desenvolvimento criado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) coloca o Brasil em quinto lugar no ranking do Índice de Riqueza Inclusiva (IRI). O indicador incentiva a sustentabilidade dos governos e propõe complementar o cálculo do PIB (Produto Interno Bruto).
Ocupando a mesma posição de Índia, Japão e Reino Unido, o Brasil perde apenas para China, Alemanha, França e Chile, mas fica à frente de potências como Estados Unidos e Canadá.
Para o subsecretário-geral e diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner, a Rio+20 é uma oportunidade para o crescimento de uma economia verde inclusiva, e o novo índice pode estar revelando a tendência de desenvolvimento nessa nova economia:
— O novo índice faz parte de uma gama de substitutos potenciais que líderes mundiais podem levar em conta como forma de dar mais precisão à avaliação da geração de riqueza.
O resultado, porém, não indica um cenário otimista – China, Estados Unidos, África do Sul e Brasil aparecem como tendo esgotado parte significativa de seu capital natural – a soma de um conjunto de recursos renováveis e não renováveis, como combustíveis fósseis, florestas e pesca.
O relatório observou as mudanças na riqueza inclusiva em 20 países, que juntos representam quase três quartos do PIB mundial, de 1990 a 2008. Durante o período avaliado, os recursos naturais per capita diminuíram em 33% na África do Sul, 25% no Brasil, 20% nos Estados Unidos e 17% na China.

Fonte: Zero Hora

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