Brasil é ‘líder mundial’ na redução do desmatamento, afirma príncipe da Noruega

O príncipe herdeiro da Noruega, Haakon Magnus, afirmou que o Brasil é “verdadeiramente um líder mundial” na redução do desmatamento. Ele destacou a “estreita cooperação bilateral” e as contribuições da Noruega para o “impressionante progresso brasileiro” neste campo. As afirmações foram feitas durante declaração à imprensa nesta segunda-feira (16), em sua visita ao Brasil.

Só na Amazônia Legal, o desmatamento diminuiu em 82% na última década.

A comitiva com representantes do governo e com empresários noruegueses participará no Brasil de seminários sobre comércio e oportunidades na indústria para ambos os países. Foto: Blog do Planalto

A comitiva com representantes do governo e com empresários noruegueses participará no Brasil de seminários sobre comércio e oportunidades na indústria para ambos os países. Foto: Blog do Planalto

O presidente da República em exercício, Michel Temer, registrou, na ocasião, o agradecimento ao apoio da Noruega e a contribuição feita ao Fundo da Amazônia, que financia ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento do bioma amazônico. De acordo com ele, só nos últimos quatro anos os noruegueses contribuíram com US$ 882 milhões, e que este valor deve chegar a quase US$ 1 bilhão. “Este é um fato que também fortalece a nossa parceria”, afirmou.

O príncipe, acompanhado de delegação com ministros e empresários, visita o Brasil até 19 de novembro. Eles irão participar de seminários e mesas redondas sobre comércio e oportunidades na indústria para ambos os países. No Rio de Janeiro (RJ), a programação inclui atividades relacionadas à cooperação naval; em Belém (PA), ocorrerá o Seminário Noruega-Brasil sobre biodiversidade e alterações climáticas, com assinatura de memorando de entendimento sobre cooperação acadêmica, entre outras agendas.

No encontro desta segunda-feira, Temer também disse que é expressivo o intercâmbio comercial entre Brasil e Noruega. Ele citou que entre 2005 e 2014 houve um crescimento de 145%, passando de US$ 740 milhões para US$ 1,8 bilhão. Na última década, o estoque de investimentos noruegueses saltou de US$ 380 milhões para mais de US$ 3,7 bilhões. Há, no Brasil, cerca de 150 empresas norueguesas, muitas delas nos setores de petróleo, gás e alumínio.

“O Brasil considera prioritário o fortalecimento e a ampliação das relações econômicas com a Noruega. Já temos relações políticas extremamente saudáveis e prósperas, e vamos ampliar a relação econômica, já que a comitiva norueguesa traz inúmeros empresários dispostos a aplicar no Brasil”, disse Temer.

Segundo o príncipe Haakon, os números demonstram a “boa e crescente relação” entre os dois países e seus povos.

O norueguês lembrou também que os dois países, grandes produtores de petróleo, enfrentam em comum os desafios em relação ao preço internacional da commodity.

“Estamos cientes de que temos de nos adaptar a tempos mais desafiadores. Esperamos que, por meio da colaboração, possamos transformar desafios em novas oportunidades”.

Os dois também deram ênfase à parceria que o programa Ciência sem Fronteiras promove no campo da educação superior e da pesquisa. Temer ressaltou que 400 bolsistas brasileiros foram recebidos pelo governo norueguês, e Haakon afirmou que “graças ao programa, nossa cooperação nessa área está mais forte do que nunca”.

Temer: "Já temos relações políticas extremamente saudáveis e prósperas, e vamos ampliar a relação econômica". Foto: Blog do Planalto

Temer: “Já temos relações políticas extremamente saudáveis e prósperas, e vamos ampliar a relação econômica”. Foto: Blog do Planalto

Atentados em Paris
O presidente da República em exercício informou que também fizeram parte do diálogo com a comitiva norueguesa os atentados terroristas em Paris, França. Ele disse que os atos causaram repúdio no mundo todo e ressaltou que o Brasil expressa esse repúdio ao “vestir” o Palácio do Planalto com as cores da bandeira francesa.

O herdeiro norueguês manifestou “profunda tristeza” e declarou que momentos como esse lembram da necessidade de salvaguardar os interesses democráticos.

Fonte : Planalto

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