Brasil já puxa negócios do grupo Los Grobo

O Brasil pela primeira vez vai ultrapassar a Argentina nos negócios do grupo argentino Los Grobo, do empresário Gustavo Grobocopatel. "A produção no Brasil vai superar levemente a da Argentina este ano, e é natural que a tendência permaneça daqui em diante", afirmou ele. Somando-se também Uruguai e Paraguai, onde também está presente, a comercialização de grãos do grupo, sobretudo soja, somou 2,6 milhões de toneladas na safra 2011/12, 600 mil das quais de produção própria.

"Na Argentina estamos reduzindo a área plantada em 60 mil hectares e no Brasil crescemos a um ritmo de dois dígitos a cada ano", disse o empresário. No início do ano, a holding Ceagro, controlada pelo grupo no Brasil, vendeu 20% de seu capital para o grupo japonês Mitsubishi. Com essa injeção de recursos, a empresa comprou a agropecuária Synagro, em Luis Eduardo Magalhães, na região oeste da Bahia.

O grupo Los Grobo também produz soja em Mato Grosso e na confluência de Maranhão, Piauí e Tocantins, área conhecida como "Mapito". Segundo Grobocopatel, o grupo continua procurando novas áreas para se expandir no país. "Essa é uma diferença em relação à Argentina, onde o espaço para áreas novas é muito pequeno", afirmou. Na temporada 2011/12, encerrada em junho, o faturamento da holding brasileira ficou em torno de US$ 450 milhoes. A receita global do grupo foi de cerca de US$ 1 bilhão. O grupo plantou soja em aproximadamente 280 mil hectares nos quatro países do Mercosul.

Além do Brasil, o grupo busca expandir-se também no Uruguai com produção própria. "O Uruguai é um país de excelentes terras e de bom ambiente para negócios. Há bastante espaço para a conversão de terras para a produção de grãos, mas, como tudo que envolve o Uruguai, as escalas são bastante reduzidas", disse.

Grobocopatel demonstrou otimismo com o mercado de soja em 2013, que será marcado por uma recuperação da safra argentina e por um crescimento da produção brasileira em uma conjuntura em que uma seca já reduziu a safra dos Estados Unidos, que por isso perderá a liderança nesse ranking para o Brasil. "Há 30% de chances de o preço da tonelada em Chicago flutuar acima de US$ 600 no próximo ano e 10% abaixo de US$ 500. O mercado deverá demonstrar grande volatilidade em relação ao noticiário, mas flutuará muito mais no sentido de alta do que no sentido de baixa", disse.

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Fonte: Valor | Por Cesar Felício | De Mar del Plata

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