Brasil fecha acordo para exportar R$ 4 bilhões em milho à China

Expectativa agora é obter a suspensão do embargo da carne bovina brasileira ao país asiático

O vice-presidente Michel Temer e o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, assinaram nesta quarta-feira um acordo com a China para a exportação de milho. Com o acordo, o Brasil vai vender o equivalente a R$ 4 bilhões do grão para o país asiático. Temer e sua comitiva participam no país de eventos oficiais e reuniões com empresários brasileiros e chineses.

— O protocolo que assinamos hoje (quarta-feira) amplia o leque de produtos de alta qualidade e de preço competitivo que o Brasil pode propiciar à China — disse o vice-presidente, comemorando a parceria com os chineses.

A decisão foi tomada durante sessão plenária da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), instância política de mais alto nível de diálogo regular entre os dois países. A ampliação do agronegócio brasileiro para a China foi um dos principais assuntos da terceira reunião da Cosban. Em discurso após o encontro, o vice-presidente disse que recebeu das autoridades chinesas a indicação de que o processo de suspensão de embargo da carne bovina brasileira será concluído.

— Por isso, acordamos com as autoridades chinesas a mais rápida realização de visitas técnicas também com vistas à habilitação de novos estabelecimento exportadoras de carnes bovinas, suínas e de aves — disse.

A partir do acordo, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) vai emitir um certificado fitossanitário para amparar as exportações a serem feitas. De acordo com o ministério, a China vem importando volumes crescentes do cereal nos últimos anos e o Brasil tem perspectivas de se tornar um dos maiores fornecedores de milho para a China. "No ano passado, as exportações brasileiras do produto foram 19,8 milhões de toneladas", informa o ministério em nota. Ainda segundo o ministério, um grupo de trabalho será criado para tratar de biotecnologia agrícola e biossegurança, "o que facilita os entendimentos entre o Mapa e as autoridades chinesas nas questões envolvendo produtos geneticamente modificados". O vice-presidente disse que o grupo de trabalho vai facilitar atividades como a habilitação de novos tipos de sementes.

AGÊNCIA BRASIL

Fonte: Zero Hora

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