Brasil exportará carne bovina e miúdos para Tailândia

A Tailândia comunicou que abriu seu mercado para carne bovina com osso, carne desossada e miúdos comestíveis de bovino do Brasil. Cinco estabelecimentos frigoríficos foram aprovados pelo país asiático a exportar. As plantas frigoríficas estão localizadas no Pará, em Rondônia, em Goiás, no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul.

"Mais uma boa notícia para o agro brasileiro", comemorou a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que, na semana passada, já havia anunciado a abertura do mercado da Tailândia para os lácteos.

Desde janeiro de 2019, mais de 60 mercados externos já foram abertos para os produtos agropecuários brasileiros. "Mais de 700 habilitações já foram feitas para os produtos do nosso agro brasileiro", acrescentou a ministra.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Orlando Leite Ribeiro, destaca a importância do desfecho das negociações realizadas para a concretização da abertura daquele mercado asiático para carne bovina desossada, carne bovina com osso e miúdos, dado o potencial de geração de receita de US$ 100 milhões nos próximos anos.

O processo de negociação teve início em 2015 com intensas conversas entre o Mapa e o Departamento de Desenvolvimento da Pecuária e o Ministério da Agricultura e Cooperativas do país do Sudeste asiático, apoiadas pela adida agrícola e pela Embaixada do Brasil em Bangkok. Recentemente, o secretário adjunto Flavio Bettarello esteve, por duas ocasiões, naquele país com as autoridades da área agropecuária.

Em 2019, a Tailândia importou de todo o mundo cerca de US$ 90 milhões em carne bovina. A Austrália participou da metade desse valor. Austrália e Tailândia têm um acordo de livre comércio (em conjunto com a Nova Zelândia e os demais países da Asean – grupo de países que a Tailândia faz parte) que isenta as tarifas para as exportações australianas desde o início de 2020. As tarifas de importação da Tailândia são 50% para carne bovina em geral e 30% para miúdos de bovino.

De janeiro de 2019 até agora, o Brasil já conquistou a abertura de mais de 60 mercados para produtos agropecuários. Entre os produtos para exportação estão castanha- de-baru para a Coreia do Sul, melão para a China (primeira fruta brasileira para o país asiático), gergelim para a Índia, castanha-do- -Brasil (castanha-do-Pará) para a Arábia Saudita, material genético avícola para diversos países e milho de pipoca para a Colômbia. As exportações do agronegócio atingiram valor recorde em abril, ultrapassando, pela primeira vez, a barreira de US$ 10 bilhões no mês.

Fonte: Jornal do Comércio

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