Brasil deve receber status de livre de aftosa em maio

Fátima Meira/Futura Press/Folhapress

"Será um grande salto da pecuária brasileira", comemorou o ministro Blairo

Os esforços do governo brasileiro para conseguir o status de livre do vírus da febre aftosa com vacinação para todo o território nacional devem ter um desfecho positivo no mês de maio, durante a assembleia geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Segundo o Ministério da Agricultura, o comitê científico da (OIE) aceitou o pedido da Pasta para declarar Amazonas, Roraima e parte do Pará como regiões livres da doença com vacinação. A maior parte do país já era considerada livre da doença com vacinação. Já o Estado de Santa Catarina é reconhecido como livre de aftosa sem vacinação.

A expectativa do Ministério da Agricultura é que o certificado de livre da doença com vacinação seja entregue ao Brasil em 24 de maio, em Paris. A assembleia que reúne os 180 países associados à OIE acontece entre os dias 20 e 25, informou a Pasta, em nota.

"Será um grande salto da pecuária brasileira", disse o ministro Blairo Maggi, em comunicado enviado pelo Ministério da Agricultura. A partir do reconhecimento oficial de que todo o território nacional está livre da vírus, o Brasil lançará mão da segunda etapa, visando tornar todo o país livre de aftosa sem vacinação.

O objetivo do Ministério da Agricultura é deixar de imunizar todo o rebanho bovino do país até maio de 2021. No cronograma da Pasta, a OIE reconheceria o país como livre sem vacinação em 2023. É preciso ficar dois anos sem vacinar e não registrar a doença para cumprir o protocolo da OIE.

Se conseguir o status em 2023, o Brasil terá mais chance de acessar mercados cobiçados como o Japão. A realização da vacinação é apontada pelo país asiático como um impeditivo para a abertura do mercado de carne bovina.

Para avançar em seus planos, o ministério prevê que o país deixará de vacinar gradualmente. A partir de maio do próximo ano, os Estados do Acre, Rondônia, municípios do Amazonas e de Mato Grosso deverão abolir a vacinação, de acordo com a Pasta.

Em paralelo, o Brasil deve reforçar a vigilância das fronteiras com a Venezuela e a Colômbia para evitar o ingresso do vírus no país.

Por Luiz Henrique Mendes | De São Paulo

Fonte : Valor

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