Brasil avalia controle de trigo dos EUA

O Brasil pode acirrar o controle sobre as cargas de trigo provenientes dos Estados Unidos (EUA). O maior rigor entrou na pauta do Ministério da Agricultura (Mapa) depois da divulgação de que lavoura transgênica não autorizada foi descoberta no estado norte-americano do Oregon. Segundo o Ministério da Agricultura, está em estudo forma de coletar amostras das próximas cargas importadas a fim de atestar ou não a presença de grãos transgênicos. O material seria remetido aos Laboratórios Nacionais Agropecuários (Lanagros).

O Japão já suspendeu as importações de trigo dos Estados Unidos. A Comissão Europeia também alertou os países membros sobre o caso e pediu maior controle nas importações de trigo norte-americano. Apesar da garantia de que regras mais rígidas estão em análise e que informações foram solicitadas aos EUA, o Brasil não fez nenhum comunicado oficial sobre o caso.

No Rio Grande do Sul, estado importador do cereal, o setor teme que o Mapa adote medidas restritivas. Segundo o presidente do Sinditrigo, José Antoniazzi, ‘é a hora errada’ para qualquer decisão nesse sentido tendo em vista que o mercado gaúcho deve importar de 50 mil a 100 mil toneladas do cereal nos próximos meses devido a um quadro de produção insuficiente e quebra da safra argentina. ‘É muito prematuro adotar restrições. O caso não está bem consumado’, pontua.

A Monsanto, que fez testes com a variedade nos Estados Unidos mas acabou abandonando o cultivo, diz que vai trabalhar com o USDA para confirmar os resultados. ‘É importante ressaltar que o gene de tolerância ao glifosato usado no trigo RR produz a mesma proteína que foi e é amplamente utilizada no milho, na soja e em várias outras culturas por milhões de agricultores em todo o mundo’, afirmou a empresa em nota.

No Brasil, a CTNBio já autorizou alguns ensaios com trigo geneticamente modificado, cujo fenótipo é a tolerância à seca.

Fonte: Correio do Povo

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