Bolsa tem recuo recorde

São Paulo – A Bovespa fechou a sessão de ontem na menor pontuação em quase três meses, após bater mínimas consecutivas à tarde, seguindo a piora do sentimento em Wall Street com declarações de membros do Federal Reserve (Fed, o BC americano). Segundo analistas, a queda mais forte da Bolsa brasileira em comparação à observada nas praças internacionais é resultado do contínuo mau humor dos investidores com a situação fiscal. Por toda a Europa também foram registrados recuos. A exceção foi vista nas Bolsas asiáticas, que fecharam com ganhos. Por aqui, a baixa de quase 3% nos papéis da Petrobras foi decisiva para a queda mais firme no mercado doméstico. O Ibovespa terminou o pregão perdendo 1,56%, aos 51.804 pontos, menor nível desde 4 de setembro, quando registrou 51.715 pontos. O giro financeiro de ontem somou R$ 7,21 bilhões. No mês a perda acumulada é de 4,52% e no ano, de 9,22%.

No meio da tarde, a Bovespa registrou uma sequência de mínimas, seguindo a aceleração dos recuos dos índices de Nova Iorque. O Nasdaq ainda encerrou estável, mas o Dow Jones declinou 0,21%. A piora do sentimento veio após Dennis Lockhart, presidente do Fed de Atlanta, afirmar que a discussão sobre redução de estímulos ‘pode muito bem ocorrer em dezembro’.

As ações do Banco do Brasil lideraram a queda do índice Ibovespa ontem, prejudicadas pelo balanço da instituição no terceiro trimestre, que apontou queda de 0,9% do lucro líquido, para R$ 2,7 bilhões, em bases anuais. A ação ordinária do Banco do Brasil cedeu 5,77%. A Petrobras foi outra empresa a figurar entre as maiores baixas do Ibovespa, refletindo a informação de que o reajuste dos combustíveis não seria discutido pelo Conselho da estatal em reunião ontem. O papel preferencial caiu 2,64%.

No câmbio o dia também foi de declínio, embora leve, e de muitas oscilações. No final da sessão, porém, o dólar fechou com recuo de 0,04%, cotado em R$ 2,334. A divisa reagiu com volatilidade às notícias como o resultado negativo do emprego industrial aqui no Brasil e a queda do índice de confiança dos pequenos empresários nos EUA.

Fonte : Correio do Povo

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