Bois com origem na agricultura familiar

Para disputar todo o volume de biodiesel comercializado nos leilões bimestrais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as indústrias do país precisam do Selo Combustível Social, conferido pela Secretaria Especial da Agricultura Familiar.

Até 2014, o selo só era dado às indústrias que comprassem um determinado volume de oleaginosas produzidas por agricultores familiares, mas no ano passado o governo federal incluiu a aquisição de gado bovino no rol de matérias-primas que dão direito ao Selo Combustível Social.

Até então concentrada nas compras de oleaginosas – soja, principalmente – para obter o selo, a JBS começará a adquirir bois de agricultores familiares em 2017. De acordo com o diretor da JBS Biodiesel, Alexandre Pereira, o projeto começará por Rondônia, no município de São Miguel do Guaporé, mas também deve chegar aos Estados de Mato Grosso e São Paulo.

"Quando o programa do biodiesel foi pensado, ninguém imaginava que o sebo bovino iria virar a segunda estrela do programa", disse. Atualmente, o sebo é responsável por 15% da produção brasileira de biodiesel. O óleo de soja é o líder, com uma participação de 70%.

Para a JBS, obter o selo a partir da aquisição de bovinos faz "todo sentido", afirmou Pereira. Afinal, a empresa produz carne bovina. O executivo acredita que, após um período de adaptação dos pecuaristas, a JBS Biodiesel obterá o Selo Combustível Social apenas com a compra de bovinos, e não mais com soja.

Por Luiz Henrique Mendes | De São Paulo

Fonte : Valor

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