BOI GORDONOTÍCIASPECUÁRIA – ABERTURA DE MERCADO – Pressão de baixa sobre o boi gordo começa a enfraquecer

Fonte:Pixabay

 

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O mercado físico de boi gordo teve preços mais firmes nesta terça-feira, dia 30. Segundo a consultoria Safras & Mercado, a pressão de baixa sobre o boi começa a enfraquecer.

Neste cenário, os frigoríficos encontram mais dificuldade para a compra de gado em meio a pecuaristas relutantes em vender nos atuais preços de mercado.

Já o escoamento da carne bovina entre as cadeias segue lento, dinâmica que pode se alterar durante a primeira quinzena de fevereiro.

No mercado atacadista, os preços ficaram estáveis. As cotações podem reagir no início de fevereiro devido ao repique esperado na demanda, tradicional para a primeira quinzena de cada mês, além do Carnaval.

Boi gordo no mercado físico

  • Araçatuba (SP): 145,00

  • Belo Horizonte (MG): 136,00

  • Goiânia (GO): 134,00

  • Dourados (MS): 133,00

  • Mato Grosso: 127,00 – 132,00

  • Marabá (PA): 128,00

  • Rio Grande do Sul (oeste): 4,90 (kg)

  • Paraná (noroeste): 140,00

  • Tocantins (norte): 126,00

Fonte: Safras & Mercado e Scot Consultoria

Soja

Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais altos. Em parte do dia, os ganhos superaram a casa de 1%. A posição março superou a marca de US$ 10 por bushel.
A sustentação do mercado é resultado da preocupação com o clima seco em boa parte da região produtora da Argentina. A previsão indica chuvas abaixo da média para os próximos 15 dias, o que poderá comprometer o potencial produtivo naquele país.
Brasil
Os preços da soja oscilaram entre estáveis e mais altos nesta terça-feira nas principais praças do país. Os referenciais foram sustentados pela alta de Chicago e pela valorização do dólar.
A movimentação melhorou. Em São Paulo, cerca de 20 mil toneladas trocaram de mãos. Em Goiás e Minas, a movimentação envolveu 10 mil toneladas em cada um dos estados. Nas demais regiões, aproximadamente 5 mil toneladas foram negociadas, em média.

 

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Março/2018: 10,00 (+8,75 cents)

  • Maio/2018: 10,11 (+8,50 cents)

Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Passo Fundo (RS): 68,50

  • Cascavel (PR): 66,50

  • Rondonópolis (MT): 62,50

  • Dourados (MS): 63,50

  • Porto de Paranaguá (PR): 72,00

  • Porto de Rio Grande (RS): 73,00

  • Santos (SP): 72,20

  • São Francisco do Sul (SC): 72,00

Fonte: Safras & Mercado

Milho

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mais altos. O mercado buscou suporte nos sinais de fortalecimento na demanda para o milho norte-americano. Os exportadores privados do país reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 132 mil toneladas de milho à Espanha, para entrega na safra 2017/2018.
O dólar fraco frente a outras moedas correntes também garantiu a valorização, assim como as preocupações com a seca na Argentina. Chuvas prejudiciais no Brasil também colaboram para os ganhos.
A notícia de que o plantio de milho na África do Sul pode sofrer um recuo de 12% em 2018 em razão da seca também soa positiva aos preços. A previsão é de que o país cultive uma área de 2,3 milhões de hectares.
Também divulgado nesta terça, relatório semanal do USDA apontou que as 
inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 993,5 mil 
toneladas na semana encerrada no dia 25 de janeiro. Na semana anterior, haviam 
atingido 722,6 mil toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 1,062 milhão de toneladas.
No acumulado do ano-safra, iniciado em 1° de setembro, as inspeções
somam 13,736 milhões de toneladas, contra 20,888 milhões de toneladas no acumulado do ano-safra anterior.
Brasil
O mercado brasileiro de milho teve preços pouco alterados nesta terça-feira. O dia foi mais uma vez lento em termos de negócios efetivamente realizados.
Na maioria das regiões produtoras de grãos do Brasil, o foco está na colheita e no escoamento da soja. Com isso, o custo do frete para o milho aumenta, enquanto algumas indústrias encontram dificuldades para formarem estoques.

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Março/2018: 3,61 (+2,75 cents)

  • Maio/2018: 3,69 (+2,75 cents)

Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Rio Grande do Sul: 32,00

  • Paraná: 28,00

  • Campinas (SP): 34,50

  • Mato Grosso: 18,00

  • Porto de Santos (SP): 31,50

  • Porto de Paranaguá (PR): 30,50

  • São Francisco do Sul (SC): 30,50

Fonte: Safras & Mercado

Café

Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da terça-feira com cotações acentuadamente mais baixas. O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente ao real, fator que torna as exportações do Brasil mais atrativas para o maior produtor mundial.
Do lado fundamental, o clima bastante favorável para as lavouras do cinturão cafeeiro brasileiro voltam a pressionar as cotações futuras do arábica. "As chuvas de janeiro foram excelentes para a fase de enchimento dos grãos, o que reforça o sentimento que haverá uma safra recorde", disse o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach.
Londres
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta encerrou o dia com preços mais baixos. Os futuros do café robusta acompanharam a desvalorização do referencial nova iorquino, voltando a serem pressionados pela valorização do dólar frente ao real.
Com o dólar mais forte, as exportações do Brasil são estimuladas. Do lado fundamental, a proximidade da colheita de uma grande safra no Brasil também pesa. Algumas regiões iniciam a safra já em março.
Brasil
O mercado brasileiro de café teve um dia travado de negócios, com a forte queda em Nova York afastando tanto vendedores como compradores. Houve movimentação apenas pela manhã, antes dos futuros do arábica caírem, envolvendo principalmente os cafés de menor qualidade.
A indústria acredita que os preços tendem a cair nos próximos dias, refletindo essa nova desvalorização dos referenciais internacionais, e por isso ficou de fora dos negócios. Já a alta do dólar serviu como um contraponto e ofereceu sustentação para os preços, que se mantiveram estáveis na maioria das regiões.

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso

  • Março/2018: 122,95 (-2,65 pontos)

Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada

  • Março/2018: 1.728 (-US$ 29)

  • Maio/2018: 1.717 (-US$ 23)

Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: 440-445

  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 445-450

  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 400-405

  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 310-315

Fonte: Safras & Mercado

Dólar e Ibovespa

O dólar fechou em alta pelo terceiro pregão seguido em movimento de correção e de valorização da moeda no mercado externo. No mercado interno, a reforma da Previdência novamente volta a deixar os investidores cautelosos após o presidente Michel Temer declarar que a matéria pode ser votada em fevereiro e março, como o governo vem apostando.  
Com este cenário, o dólar encerrou em alta de 0,44%, cotado a R$ 3,180 para venda. No mercado futuro, os ganhos chegam a R$ 3,181 (+0,80%), após se aproximar do patamar de R$ 3,20. 
"A divisa norte-americana iniciou uma intensa e decidida trajetória de alta. A declaração do Secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, defendendo que o dólar se valorize, ao contrário que havia defendido em Davos, na Suiça, contribuiu para este movimento no exterior", disse o operador de câmbio da Correparti, Ricardo Gomes Filho. 
O Ibovespa encerrou em queda de -0,25%, aos 84.482 pontos. O volume negociado foi de R$ 9,873 bilhões.

Fonte: Safras & Mercado

Previsão do tempo

Sul

Nesta quarta-feira a área de alta pressão atmosférica segue mantendo o tempo seco desde o sul do Rio Grande do Sul até o nordeste do Paraná. Nas áreas que vão desde o litoral norte gaúcho até o litoral paranaense, as nuvens mais carregadas ainda causam pancadas de chuva, mas ocorrem de forma fraca e com baixos acumulados por conta dos ventos úmidos que sopram do mar. A chuva se espalha também no extremo noroeste do Paraná principalmente à noite, mas com baixos volumes de água.

Sudeste

A presença de uma área de baixa pressão atmosférica, afastada no oceano, ajuda a organizar um corredor de umidade da Amazônia e mantém o tempo bastante instável sobre a região.
Durante a quarta-feira, o risco para temporais passa a ser nas áreas do leste e norte mineiro e principalmente sobre o Espírito Santo, onde a chuva forte pode vir acompanhada de ventos e descargas elétricas. Tempo firme apenas no centro-oeste do São Paulo devido a massa de ar seco que vem do Sul.

Centro-Oeste

Pouca coisa muda sobre o Centro-Oeste na quarta-feira, ainda com a presença do corredor de umidade da Amazônia e também a atuação da Alta da Bolívia, as pancadas de chuva se espalham de forma generalizada em toda a região. Chove com maior intensidade no sul de Goiás, onde não se descarta o risco para temporais.

Nordeste

Uma massa de ar mais seco segue deixando o tempo firme e ensolarado desde o nordeste da Bahia até o norte do Rio Grande do Norte. Nas demais áreas da região Nordeste, as pancadas de chuva ainda ocorrem, mas de forma fraca e isolada. Com exceção de pequenas áreas baianas que fazem divisa com Minas Gerais e Espírito Santo, pois podem receber pancadas mais forte.

Norte

As nuvens continuam carregadas sobre a região Norte e ainda chove em praticamente todos os estados. Pela manhã, chove forte também no leste do Amazonas. O tempo seco segue predominando em Roraima.

Fonte: Somar Meteorologia

Fonte : Canal Rural

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