BOI GORDONOTÍCIASPECUÁRIA – ABERTURA DE MERCADO – MS: frigoríficos são liberados de recolher Funrural

Fonte:Pixabay

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A retomada de negócios após o feriado de Carnaval foi marcada por um cenário de preços distintos para o mercado físico do boi gordo no Brasil. Em algumas regiões o preço subiu e, em outras, recuou.

Segundo a Safras & Mercado, em alguns estados do Norte e do Centro-Oeste do Brasil o preço pago pela arroba do boi recuou, em meio ao bom volume de animais terminados. A expectativa é de que os frigoríficos sigam testando o mercado.

Já em estados como São Paulo e Mato Grosso, contudo, os preços se mantiveram ou até subiram, diante das escalas de abate mais curtas por parte dos frigoríficos. A oferta limitada de animais nessas regiões acabou trazendo um custo maior de frete aos frigoríficos para trazer o boi gordo de estados vizinhos.

Mercado atacadista
O mercado atacadista voltou a se deparar com acomodação dos preços. A reposição entre atacado e varejo flui de maneira lenta, quadro que deve se acentuar durante a semana. Com essa dinâmica a perspectiva é de queda das indicações no curto prazo, com maior intensidade nos cortes mais nobres, menos demandados nessa época do ano.

Funrural
O destaque do fim de semana foi a notícia de que uma liminar liberou os frigoríficos de Mato Grosso do Sul de recolherem os tributos do Fundo de Apoio ao Trabalhador Rural (Funrural).

A medida foi concedida pelo desembargador Wilson Zauhy Filho, da Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), em ação movida pela Associação de Matadouros, Frigoríficos e Distribuidores de Carne do Estado de Mato Grosso do Sul (Assocarnes).

Boi gordo no mercado físico (R$ por arroba)

  • Araçatuba (SP): 146,00

  • Belo Horizonte (MG): 136,00

  • Goiânia (GO): 133,00

  • Dourados (MS): 133,00

  • Mato Grosso: 128,00 – 133,00

  • Marabá (PA): 127,00

  • Rio Grande do Sul (oeste): 4,85 (kg)

  • Paraná (noroeste): 142,00

  • Tocantins (norte): 124,00

Fonte: Safras & Mercado, Scot Consultoria

Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos. Em uma sessão volátil, o mercado buscou um melhor posicionamento frente ao final de semana prolongado nos Estados Unidos, devido ao feriado do Dia do Presidente (que deixa a bolsa fechada na segunda-feira).
Na semana, os ganhos acumulados na posição março ficam em 3,91%. Esta é a maior alta semanal em sete meses, reflexo do clima seco na Argentina.
Brasil
O mercado brasileiro de soja apresentou algum movimento no início do pregão. Com o dólar recuando no começo da tarde, o mercado ficou travado e os preços recuaram em algumas regiões. No fechamento, as cotações ficaram mistas.
Ainda na sexta, a consultoria Safras & Mercado elevou sua projeção de safra de soja no ciclo 2017/2018. A empresa estima agora uma produção de 115,645 milhões de toneladas, com aumento de 1,2% sobre a temporada anterior, que ficou em 114,23 milhões de toneladas. Se confirmada, esta será a maior safra de soja da história.

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Março/2018: 10,21 (-2,75 cents)

  • Maio/2018: 10,32 (-2,50 cents)

Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Passo Fundo (RS): 70,50

  • Cascavel (PR): 68,00

  • Rondonópolis (MT): 64,50

  • Dourados (MS): 64,80

  • Porto de Paranaguá (PR): 75,00

  • Porto de Rio Grande (RS): 75,00

  • Santos (SP): 76,00

  • São Francisco do Sul (SC): 75,50

Fonte: Safras & Mercado

Milho

Chicago
O milho em Chicago fechou a sexta com preços levemente mais baixos. Em uma sessão marcada por volatilidade, o mercado oscilou entre os territórios negativo e positivo, chegou a se recuperar e registrou ganhos, em meio à boa demanda para o cereal norte-americano.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 116 mil toneladas de milho ao Japão, com entrega na temporada 2017/2018.
Porém a ampla oferta global do grão e um movimento de correção diante do feriado nos Estados Unidos pressionaram as cotações. Na semana, a posição março acumulou alta de 1,52%.
Brasil
O milho registrou preços firmes na sexta-feira. O mercado segue sendo bem sustentado pela oferta controlada e boa procura. De acordo com a XP Investimentos, a referência para a praça de Campinas (SP) registrou seu maior valor desde o dia 20 de março de 2017.
Ainda que os estoques de passagem sejam robustos, a pequena disponibilidade de grãos tem sido o fator chave do direcional. Além do atraso nas colheitas de verão, que só devem ganham força em meados de março, a alta do frete restringe a entrada dos grãos de outros estados, limitando os lotes disponíveis. Sentindo o movimento mais comprador, vendedores dificultam ainda mais os negócios.
Segundo a Safras & Mercado, a produção brasileira de milho deverá totalizar 89,463 milhões de toneladas na temporada 2017/2018, com retração de 17,08% sobre a safra anterior, de 107,901 milhões de toneladas.
De acordo com a empresa, está havendo uma redução de tecnologia adotada pelo produtor na safra de verão e na safrinha. Com isso, o levantamento projeta rendimento médio de 5.495 quilos por hectare, abaixo da temporada anterior, quando a produtividade ficou em 5.846 quilos por hectare.

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Março/2018: 3,67 (-0,25 cents)

  • Maio/2018: 3,75 (-0,50 cents)

Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Rio Grande do Sul: 33,00

  • Paraná: 29,00

  • Campinas (SP): 35,00

  • Mato Grosso: 18,00

  • Porto de Santos (SP): 32,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 33,00

  • São Francisco do Sul (SC): 32,00

Fonte: Safras & Mercado e XP Investimentos

Café

Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da sexta-feira com preços acentuadamente mais baixos. O mercado caiu com força diante de um movimento de ajuste técnico e posicionamento de carteiras ante o final de semana estendido pelo feriado do Dia do Presidente na segunda-feira, quando a bolsa também não opera.
No balanço da semana, o contrato maio acumulou queda de 2,7%.
Londres
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) para o café robusta encerrou as operações da sexta-feira com preços mais baixos. As cotações caíram acompanhando a forte desvalorização do arábica na Bolsa de Mercadorias de Nova York.
Ajustes técnicos ante o vencimento do contrato março contribuíram para as perdas. No balanço da semana, o contrato maio acumulou uma valorização, ainda assim, de 1,1%.
Brasil
O mercado brasileiro de café teve uma sexta-feira de preços mais baixos. O mercado esteve praticamente parado com o forte tombo nas bolsas. Se nos dias anteriores pós-Carnaval muitas empresas seguiam de fora das atividades, na sexta-feira este comportamento das bolsas afastou ainda mais compradores de vendedores. As perdas externas fizeram, entretanto, os referenciais de preço baixarem.

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso

  • Março/2018: 117,95 (-3,80 pontos)

  • Maio/2018: 120,45 (-3,70 pontos)

Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada

  • Março/2018: 1.789 (-US$ 29)

  • Maio/2018: 1.754 (-US$ 29)

Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: 435-440

  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 440-445

  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 395-400

  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 315-318

Fonte: Safras & Mercado

Dólar e Ibovespa

Em dia de volatilidade, o dólar fechou a sexta-feira em queda de 0,37%, cotado a R$ 3,224 para venda, influenciado pelo ambiente externo mais positivo em relação aos ativos de risco.
As moedas emergentes foram favorecidas pelo fluxo positivo de recursos que contribuiu para a valorização do petróleo. Em uma semana curta, com dois pregões a menos em razão do feriado prolongado de Carnaval, a moeda caiu 2,39% no mercado local. 
Outro fator que influenciou a queda do câmbio no mercado local foi o fluxo positivo de recursos de investidor estrangeiro, além da melhora das bolsas de Nova York e da alta do petróleo.
O mercado também ficou atento às notícias em torno da intervenção da União na segurança pública do estado do Rio de Janeiro. O presidente Michel Temer assinou o decreto que autorizou que as forças armadas assumam a frente do comando das Polícias Civil e Militar no estado, a princípio até dezembro. Porém, durante o período de intervenção no estado fluminense, a Constituição Federal não pode sofrer alterações, ou seja, nenhuma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) pode ser aprovada, como a reforma da Previdência. 
"Pode até não ter votação da Previdência. O mercado já não estava muito confiante que isso aconteceria, desde o ano passado", disse o diretor de operações da Mirae, Pablo Spyer.  
O Ibovespa encerrou em alta de 0,28%, aos 84.524 pontos. O volume negociado foi de R$ 10,928 bilhões.

Fonte: Safras & Mercado

Previsão do tempo

Sul

Nesta segunda-feira, novas instabilidades avançam sobre o Sul do país, o que culmina em chuvas espalhadas por quase toda esta região, com exceção da faixa litorânea centro-sul gaúcha.
São esperadas chuvas intensas e persistentes sobre o oeste do Paraná e o norte e noroeste do Rio Grande do Sul, devido, especialmente, ao desenvolvimento de uma área de baixa pressão atmosférica, entre a Argentina e Paraguai, e por influência do transporte de umidade da Amazônia para o estado.
A chuva já acontece no período da manhã do oeste ao centro dos estados gaúcho e paranaense e pode ser acompanhada por trovoadas e eventual granizo, principalmente à tarde, pelas regiões gaúcha. Os ventos que sopram do mar de maneira constante contra a costa, também aumentam a oferta de umidade no litoral dos três estados.

Sudeste

A chuva ocorre em quase todo o Sudeste nesta segunda, com exceção da porção norte do Espírito Santo e algumas cidades do norte de Minas Gerais. As pancadas de chuva mais volumosas caem sobre o oeste mineiro e litoral do Rio de Janeiro. No estado de São Paulo o sol aparece, porém as chuvas acontecem preferencialmente no período da tarde.

Centro-Oeste

A chuva se espalha pelo Centro-Oeste, com potencial para trovoadas a qualquer momento do dia. As pancadas com maiores volumes acumulados devem ocorrer entre o Mato Grosso do Sul e porção a leste de Goiás, mas apenas em pontos mais isolados.

Nordeste

O tempo firme continua no interior e sul da Bahia ao longo desta segunda-feira. Já nas demais áreas da região, o sol aparece, mas as nuvens se formam e provocam pancadas de chuva que podem precipitar a qualquer momento. Entre o Rio Grande do Norte e o Maranhão, a chuva pode ser mais volumosa. A sensação de calor continua, mesmo nos locais onde o tempo é instável.

Norte

O tempo permanece firme somente no estado de Roraima. Nas demais áreas da região, o calor e a umidade alta ajudam a formar nuvens carregadas que provocam chuva a qualquer hora do dia. As pancadas acontecem de maneira isolada, e intercaladas com abertura de sol. Além disso, os maiores acumulados de chuvas são esperados no Pará.

Fonte: Somar Meteorologia

Fonte : Canal Rural

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