BOI GORDONOTÍCIASPECUÁRIA – ABERTURA DE MERCADO – Boi: preço da arroba sobe na semana com maior retenção de animais

Fonte:Fernando Carvalho/Arquivo Pessoal

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O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com alguns frigoríficos brasileiros se ausentando da compra de gado, avaliando as melhores estratégias a serem adotadas no curto prazo.

Na semana, os preços foram marcados por altas, em meio ao impasse entre indústrias e pecuaristas nas negociações. Os criadores seguem adotando a estratégia de reter os animais nas pastagens, diante dos bons volumes de chuvas registrados nas regiões Centro e Norte do Brasil, o que faz  com que os frigoríficos tenham que elevar o preço pago pelo boi.

Já as empresas, de modo a evitar maiores perdas, seguem trabalhando com escalas curtas de abate, de modo a avaliar o comportamento da demanda ao longo da segunda quinzena, que tende a ser mais reduzida. A tendência é de que este cenário seja mantido no curto prazo.

O mercado atacadista seguiu pressionado no decorrer da sexta-feira, dia 23. A queda dos preços das proteínas concorrentes acabou pesando sobre a reposição no atacado, considerando a predileção do consumidor médio por proteínas mais acessíveis. Este acaba sendo o principal limitador de altas mais agressivas no mercado físico.

 

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba (pagamento à vista)

  • Araçatuba (SP): 146,00

  • Belo Horizonte (MG): 138,00

  • Goiânia (GO): 134,00

  • Dourados (MS): 134,00

  • Mato Grosso: 128,00 – 132,00

  • Marabá (PA): 129,00

  • Rio Grande do Sul (oeste): 4,85 (kg)

  • Paraná (noroeste): 143,00

  • Tocantins (norte): 127,00

Fonte: Safras & Mercado e Scot Consultoria

Dólar e Ibovespa

O dólar comercial fechou em queda ante o real pelo segundo dia seguido – com perda de 0,21%, a R$ 3,242 na venda. A moeda refletiu a entrada de dólares no país, o sinal externo e o bom momento da economia doméstica, o que ofuscou o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência de classificação de risco Fitch.
De acordo com o consultor de câmbio da Advanced Corretora, Alessandro 
Faganelo, o que está prevalecendo é a entrada de investimentos estrangeiros no Brasil, incluindo para o Ibovespa.
Além disso, o IPCA-15 (ndice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) veio um pouquinho abaixo do esperado, o que abre espaço para a taxa básica de jutos, a Selic, cair mais e isso pode ajudar mais a economia.
Logo após a notícia do rebaixamento do Brasil, o dólar chegou a reduzir a queda e ensaiar uma alta, mas em seguida voltou a recuar. Após a agência S&P já ter feito o mesmo, a Fitch rebaixou a nota de crédito do Brasil citando a incapacidade do governo em adotar medidas para reduzir o endividamento do país. A redução da nota vem após o governo desistir de levar a reforma da Previdência à votação. A expectativa, agora, é que a Moody’s também altere o rating do Brasil.
Na avaliação de analistas, a alteração já era esperada e a perspectiva estável também atenuou o movimento, além de a recuperação da economia estar mantendo investidores animados.
O Ibovespa encerrou em alta de 0,7%, aos 87.293 pontos. O volume negociado foi de R$ 12,813 bilhões.

Fonte: Safras & Mercado

Soja

Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais altos para o grão e o óleo e mais baixos para o farelo. O mercado continua operando próximo do melhor patamar em um ano, sustentado pela expectativa de corte na safra argentina por falta de chuvas. No acumulado da semana, os ganhos ficaram em 1,44% na posição março. Esta foi a terceira elevação semanal seguida.
Por outro lado, os preços mais firmes estão deteriorando a demanda pelo produto norte-americano, o que fica evidente pelas péssimas exportações do país. As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2017/2018, com início em 1° de setembro, ficaram negativas em 109,1 mil toneladas na semana encerrada em 15 de fevereiro – menor nível do ano comercial. O número foi bem abaixo da semana anterior e da média das últimas quatro semanas.
Para a temporada 2018/2019, foram mais 222,1 mil toneladas. Os analistas esperavam entre embarques de até 1,250 milhão de toneladas, somando as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Argentina
Os números mais recentes já colocam a safra da Argentina abaixo de 50 milhões de toneladas. O quadro ainda está aberto, mas a continuidade do tempo seco deteriora ainda mais o potencial produtivo e favorece um novo avanço das cotações. Já uma mudança no padrão climático abriria espaço para o desmonte da proteção, que levaria a uma queda no preço.
Brasil
O mercado brasileiro de soja registrou movimentação mista nesta sexta-feira. Nos estados que ainda contam com algum volume em estoque, os negócios rodaram em níveis razoáveis, porém bem inferiores aos do inicio da semana.
Já nas regiões que se encontram em colheita mais avançada, os produtores saíram do mercado e focaram na semeadura da safra nova para aproveitar o clima favorável.
O foco dos negócios que ocorreram durante a semana foi a safra nova, onde os produtores aproveitam os bom preços para já fixar vendas de parcelas de sua safra.

 

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Março/2018: 10,36 (+4,25 cents)

  • Maio/2018: 10,47 (+4,25 cents)

Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Passo Fundo (RS): 72,00

  • Cascavel (PR): 69,00

  • Rondonópolis (MT): 65,00

  • Dourados (MS): 66,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 77,00

  • Porto de Rio Grande (RS): 76,50

  • Santos (SP): 76,00

  • São Francisco do Sul (SC): 77,00

Fonte: Safras & Mercado

Milho

Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sexta-feira com preços em alta. O mercado buscou correção técnica, apesar dos sinais de boa demanda pelo cereal americano. Os preços subiram sustentados pelo bom desempenho das vendas dos Estados Unidos.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 115 mil toneladas de milho ao Egito, com entrega na temporada 2017/2018.  
Além disso, o mercado repercutiu o desempenho das vendas líquidas semanais de milho para a temporada comercial 2017/1018, que tem início no dia 1º de setembro, e que ficaram em 1,5 milhão de toneladas na semana encerrada 15 de fevereiro. O número ficou 21% inferior ao da semana anterior e 12% abaixo da média em quatro semanas.
Para a temporada 2018/2019, foram mais 65,5 mil toneladas. Os analistas esperavam un número de 1 milhão a 2,05 milhões de toneladas, somando as duas temporadas.
Brasil
O mercado brasileiro de milho pouco mudou no decorrer da sexta-feira. Os consumidores seguem muito ativos, encontrando grandes dificuldades na composição de seus estoques. Os cerealistas e cooperativas em contraponto permanecem focados na colheita e no escoamento da soja.

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Março/2018: 3,66 (-0,50 cents)

  • Maio/2018: 3,74 (+0,25 cents)

Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Rio Grande do Sul: 33,00

  • Paraná: 30,00

  • Campinas (SP): 38,00

  • Mato Grosso: 18,00

  • Porto de Santos (SP): 34,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 34,00

  • São Francisco do Sul (SC): 33,00

Fonte: Safras & Mercado

Café

Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da sexta-feira com preços pouco alterados. A sessão foi bastante volátil e o mercado operou com bons ganhos em parte do dia, dando sequência à alta da quinta-feira, 22.
Entretanto, a cotação perdeu terreno, não vencendo resistências, diante das indicações de uma grande safra brasileira. Sem novidades fundamentais, o mercado também não teve forças para maiores vôos.
Londres
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta encerrou a sexta-feira com preços mais baixos. A sessão foi de intensa volatilidade e o mercado teve ganhos em parte do dia, seguindo Nova York no arábica.
Entretanto, Londres acompanhou a volatilidade de NY que foi perdendo terreno ao longo do dia, em meio à ausência de novidades nos fundamentos. Além disso, o mercado tem apresentado ajustes de carteiras de fundos, com a expiração do contrato março.
Brasil
O mercado brasileiro de café teve uma sexta-feira de preços estáveis. O comportamento sem curso definido de Nova York para o arábica determinou a manutenção das cotações também no Brasil. A movimentação foi lenta, com os produtores ainda preferindo as negociações com grãos de qualidade média ou baixa, segurando os mais finos.

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso

  • Maio/2018: 121,00 (+0,10 pontos)

  • Julho/2018: 123,15 (+0,15 pontos)

Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada

  • Maio/2018: 1.751 (- US$ 8)

  • Julho/2018: 1.779 (- US$ 7)

Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: 430-435

  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 440-445

  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 390-400

  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 315-318

Fonte: Safras & Mercado

Previsão do tempo

Sul

Nesta segunda-feira, 26, áreas de instabilidade e também um sistema de baixa pressão atmosférica sobre o oceano ajudam na formação de nuvens carregadas desde a metade norte gaúcha até o Paraná. As pancadas ainda ocorrem de maneira isolada e com baixos acumulados.
Por outro lado, o tempo fica firme entre o sudeste paranaense e o extremo norte de Santa Catarina e também na metade sul do Rio Grande do Sul.

Sudeste

Na madrugada entre o domingo e a segunda-feira, um sistema de baixa pressão atmosférica na costa do Rio de Janeiro com o Espírito Santo favorece a formação de nuvens de chuva em parte do Sudeste. A chuva com maior intensidade e risco para tempestades ocorre no oeste de Minas Gerais. Ao longo do dia, as pancadas voltam a se espalhar por todo o estado de São Paulo e com acumulados expressivos na faixa central, inclusive sobre a região de Campinas. A tarde as temperaturas seguem bastante elevadas na região.

Centro-Oeste

A chuva ganha força entre o leste de Mato Grosso e o oeste de Goiás, com acumulados bastante expressivos e risco para temporais acompanhados por trovoadas e ventos fortes. Durante a tarde, a chuva ganha força também em Mato Grosso do Sul, nas áreas entre Campo Grande e Corumbá. Nas demais áreas, a chuva ocorre em forma de pancadas e com acumulados menos expressivos.

Nordeste

Uma massa de ar seco se forma nas áreas centrais do estado da Bahia e também entre Pernambuco e Rio Grande do Norte. Nas demais áreas, as nuvens carregadas seguem atuando e chove forte entre o Maranhão e o Piauí entre a manhã até o fim da noite. Os temporais ocorrem no Ceará, devido a Zona de Convergência Intertropical.

Norte

As pancadas de chuva retornam para Roraima após dias de tempo seco, só que ainda de forma isolada e com baixos acumulados. Nas demais áreas da região Norte, a chuva segue persistente, com bons volumes, mas as condições para temporais são maiores sobre o nordeste do Pará e o oeste do Acre.

Fonte: Somar Meteorologia

Fonte : Canal Rural

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