Bioparque pode reduzir desperdício

 Celso Oliveira explica sistema de centrais<br /><b>Crédito: </b>  ALDER RAMOS / ESPECIAL / CP

Celso Oliveira explica sistema de centrais
Crédito: ALDER RAMOS / ESPECIAL / CP

O desafio de criar bioparques para aproveitamento de resíduos da cadeia moveleira como fonte de energia renovável dominou o Seminário Biomassa Florestal e Energia, ontem, no primeiro dia da 4 Feira da Floresta, que prossegue até a sexta-feira, em Gramado. Atualmente, 30% do colhido nos plantios florestais são desperdiçados no Rio Grande do Sul. No entanto, o material pode ser transformado em pellets, pequenos cilindros de madeira concentrada e desidratada altamente energéticos. O material pode ser usado para gerar energia em caldeiras residenciais e, até mesmo, em usinas termelétricas. "Além da eficiência energética, os pellets possuem custo final menor do que outros combustíveis, como gás natural e óleo diesel", explica Celso Oliveira, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Biomassa e Energia Renovável. Difundido na Europa, o mercado ainda engatinha no Brasil. Dezoito empresas produzem o combustível renovável. Ele observa, entretanto, a tendência de crescimento devido à busca de fontes sustentáveis em substituição ao petróleo e combustíveis fósseis.
No país, os resíduos florestais atingem 157,9 milhões de metros cúbicos, suficientes para gerar 1,2 terajoules (tj) de energia. "O mercado é novo no país. Estamos conhecendo a tecnologia. Outro atrativo é que empresas que substituírem combustíveis fósseis por pellets em suas caldeiras podem pleitear créditos de carbono.
Os bioparques funcionariam como centrais de recolhimento de resíduos florestais ou industriais localizadas num raio de até 15 quilômetros das fontes de matéria-prima. No Rio Grande do Sul, ele acredita que polos moveleiros como o de Gramado e Canela e o de Bento Gonçalves têm alto potencial de ter bioparques, produzindo insumo para abastecer lareiras e caldeiras em hotéis, clubes e indústrias.

Fonte: Correio do Povo

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