BERTURA DE MERCADO – Boi: mercado aposta em alta da arroba com entrada do mês e Dia dos Pais

Além disso, expectativa de retorno das aulas deve aquecer o consumo de carne bovina. Confira as principais notícias sobre mercado agropecuário, câmbio e previsão do tempo para começar o dia bem informado

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Foto: Giro do Boi

O cenário de preços firmes permanece no mercado do boi gordo, segundo a Scot Consultoria. Em São Paulo, as indústrias com dificuldade de compra estão atrás de boiadas para os primeiros dias da semana que vem, e ofertam, em média, R$ 143 por arroba à vista e livre do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural).

No entanto, alguns frigoríficos que trabalham a termo conseguiram garantir programações para o início da segunda quinzena de agosto e endurecem as negociações ofertando até R$ 2 a menos pela arroba, de acordo com a consultoria.

Por mais que o período de entressafra diminua a disponibilidade de boiadas – comportamento alinhado também ao volume menor de animais confinados no primeiro giro –, o início do mês ainda não reverteu o cenário de enfraquecimento das vendas de carne, limitando o apetite das indústrias.

Apesar disso, a demanda ainda pode trazer surpresas positivas, informa a Scot. Com o Dia dos Pais, a volta às aulas e o recebimento dos salários, o consumo pode ser aquecido. Assim, é possível que o movimento de alta da arroba ganhe consistência nos próximos dias.

 

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba à vista

  • Araçatuba (SP): 143,00

  • Triângulo Mineiro (MG): 137,00

  • Goiânia (GO): 131,00

  • Dourados (MS): 134,50

  • Mato Grosso: 123,00 – 128,00

  • Marabá (PA): 125,00

  • Rio Grande do Sul (oeste): 4,80 (kg)

  • Paraná (noroeste): 143,00

  • Sul (TO) 128,00

  • Veja a cotação na sua região

Soja

O mercado brasileiro de soja teve uma quinta-feira de preços mistos. Houve muita volatilidade ao longo do dia e dificuldades para um direcionamento uniforme nas cotações. Não houve negociações de volumes relevantes ao longo do dia.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos. A tensão comercial entre Estados Unidos e China se intensificou e pressionou o mercado novamente. As exportações semanais frustraram as expectativas nos EUA.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2017/2018, com início em 1 de setembro, ficaram em 93.700 toneladas na semana encerrada em 26 de julho. O número ficou 76% inferior a semana anterior e 71% abaixo da média das últimas quatro semanas. O maior importador foi a Alemanha, com 143.300 mil toneladas.
Para a temporada 2018/2019, foram mais 543.300 toneladas. Somando-se as duas temporadas,analistas projetavam exportações entre 550 mil e 1,35 milhão de toneladas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Passo Fundo (RS): 82,50

  • Cascavel (PR): 82,50

  • Rondonópolis (MT): 76,00

  • Dourados (MS): 78,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 88,50

  • Porto de Rio Grande (RS): 88,00

  • Porto de Santos (SP): 87,50

  • Porto de São Francisco do Sul (SC): 88,00

  • Confira mais cotações

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Agosto/2018: 8,82 (-4,25 cents)

  • Novembro/2018: 8,97 (-4,25 cents)

Milho

O mercado brasileiro de milho manteve preços firmes nesta quinta-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, a colheita da segunda safra vai chegando ao final em algumas regiões e segue o cenário sem maior pressão de oferta.
Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mais altos. O mercado foi sustentado pelo desempenho das vendas líquidas semanais de milho dos Estados Unidos. A boa alta do petróleo, que reverteu os ganhos registrados mais cedo, também contribuiu positivamente.
As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial
2017/2018, que tem início no dia 1º de setembro, ficaram em 292 mil toneladas na semana encerrada em 26 de julho. O número ficou 14% abaixo da semana anterior e 36% inferior à média em quatro semanas.
Para a temporada 2018/2019, ficaram em 986,1 mil toneladas. Somando-se as duas temporadas, analistas projetavam exportações entre 800 mil e 1,35 milhão de toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

 

 

Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Rio Grande do Sul: 42,00

  • Paraná: 37,00

  • Campinas (SP): 42,00

  • Mato Grosso: 25,00

  • Porto de Santos (SP): 41,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 40,00

  • São Francisco do Sul (SC): 40,00

  • Veja a cotação do milho em outras regiões

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Setembro/2018: 3,66 (+1,75 cents)

  • Dezembro/2018: 3,81 (+1,75 cents)

Café

O mercado brasileiro de café teve uma quinta-feira de preços pouco alterados. Apesar da queda acentuada do arábica na Bolsa de Nova York, as cotações se sustentaram pelo interesse do comprador,  pela demanda. Apenas o conilon apresentou retrações.
Segundo o consultor de Safras & Mercado Gil Barabach, a tranquilidade dos consumidores segue resultando na pressão sobre as cotações. A colheita da safra recorde brasileira vem correndo bem e agora há previsão de chuvas para o cinturão cafeeiro do Brasil na próxima semana.
Mesmo que isso possa atrapalhar um pouco a colheita, é muito favorável para a safra futura. Assim, o mercado segue cômodo em relação à oferta global. Além do Brasil, o Vietnã e a Colômbia estão com boas safras previstas adiante.
Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) encerrou as operações para o café arábica da quinta-feira com preços mais baixos. As cotações caíram aos patamares mais baixos em nove anos diante de notícias de que a produção deve ser recorde nas principais origens nesta temporada.
Segundo tradings, os preços estão tão baixos no Vietnã que os produtores estão segurando as vendas, enquanto que a produção de café arábica no Brasil deve atingir um novo recorde
Londres
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta encerrou as operações da quinta-feira  com preços mais baixos.
Segundo traders, as cotações voltaram a ceder acompanhando a desvalorização do arábica na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures). 

Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: 415,00 – 420,00

  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 420,00 – 430,00

  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 370,00 – 380,00

  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 317,00 – 323,00

  • Confira mais cotações

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso

  • Setembro/2018: 106,70 (-1,35 cent)

  • Dezembro/2018: 110,10 (-1,2 cent)

Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada

  • Setembro/2018: 1.644 (-US$ 16)

  • Novembro/2018: 1.637 (-US$ 15)

Dólar e Ibovespa

O dólar comercial fechou a negociação em alta de 0,15%, cotado a R$ 3,759 para compra e a R$ 3,761 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,733 e a máxima de R$ 3,771.
O Ibovespa encerrou a quinta com alta de 0,42%, aos 79.636,69 pontos. O volume negociado foi de R$ 8,791 bilhões.

Previsão do tempo para sexta-feira, dia 3

Fonte: Somar Meteorologia

Sul

As instabilidades ganham força sobre o Paraná, por conta de uma região de baixa pressão sobre o Paraguai que alimenta as instabilidades. A chuva entre o norte e o oeste do Paraná é forte, com elevado volume de água e com potencial para temporais e transtornos.
Os ventos em altos níveis espalham nuvens carregadas em toda Santa Catarina e na serra gaúcha, porém nessas áreas a chuva é mais fraca e com baixo volume de água.
O tempo aberto predomina nas demais áreas do Rio Grande do Sul, por conta da atuação da massa de ar seco. O frio perde intensidade aos poucos, e já não há mais risco para geada.

Sudeste

A sexta-feira será marcada por aumento nas instabilidades no Sudeste, por conta de uma região de baixa pressão no Paraguai e ventos a mais de 10 km de altitude.
As pancadas no interior paulista e no sul de Minas Gerais são de forte intensidade, com volumes expressivos e risco para temporais e até transtornos.
Em áreas da costa do Sudeste, a chuva é persistente, mas sem extremos. No norte de Minas Gerais, a atuação de uma massa de ar seco mantém o céu claro e poucas nuvens.
O aumento da nebulosidade no interior não permite que as temperaturas da tarde aumentem, e por isso o friozinho da manhã se estende ao longo do dia onde a chuva é mais intensa.

Centro-Oeste

O grande destaque é a chuva volumosa em Mato Grosso do Sul. Uma área de baixa pressão sobre o Paraguai aliada a áreas de instabilidade, intensificam a chuva em todo o estado, com os maiores acumulados ocorrendo na divisa com o Paraná e São Paulo.
Nessa área, a chuva, pode vir acompanhada por trovoadas e descargas elétricas, com maior intensidade na primeira metade do dia, perdendo força até a noite. Com o tempo mais fechado, a temperatura fica mais amena em quase todo o estado.
Já nos demais estados, a condição para tempo seco continua predominando. Por conta dessas áreas já estarem sem chuva por um longo período, a umidade relativa do ar continua baixa, deixando valores críticos para a saúde humana, e as máximas ficam bastante elevadas.

Nordeste

As chuvas ganham força no norte da região, e há potencial para chuva volumosa no norte do Ceará, com risco de temporais de curta duração.
As instabilidades diminuem entre o Rio Grande do Norte até Sergipe, e o tempo seco predomina, assim como na maior parte do interior nordestino.
Volta a chover no litoral da Bahia, de forma fraca e pontual, por conta da formação de uma região de baixa pressão próximo ao sul da Bahia.

Norte

As chuvas seguem concentradas no extremo norte do país, enquanto na metade sul da região Norte as condições são de temperaturas muito elevadas, sensação de calor e abafamento e tempo bastante seco.
Os índices de umidade do ar diminuem nas primeiras horas da tarde, com índices ficando apenas entre 20% e 30%.

Por Canal Rural, com informações da Agência Safras e da Somar Meteorologia

Fonte :Canal Rural

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