BC ainda defende ‘taxas flutuantes’

Depois de implementar a Taxa de Longo Prazo (TLP) e editar uma Medida Provisória para aplicar juros variáveis em financiamentos com recursos dos fundos constitucionais, a nova frente de batalha da equipe econômica do governo é realçar a necessidade de que sejam adotados "juros flutuantes" no crédito rural.

O Valor apurou que a ideia continua a contar com o apoio do Banco Central, que voltou a propor sua implantação nas atuais negociações em torno do próximo Plano Safra (2018/19), E o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, inclusive reforçou, em recente audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, as vantagens da modalidade, que chamou de "juros automáticos", como uma alternativa para que governo e setor privado não precisem sentar à mesa todos os anos para discutir taxas fixas para o crédito rural.

Goldfajn não entrou em detalhes, mas como já mostrou o Valor no ano passado, o modelo prevê que seja definido, para cada Plano Safra, um percentual da Selic que passaria a valer como uma espécie de indexador para corrigir as oscilações de juros na economia no caso de contratos de crédito rural.

No entanto, como faltam apenas dois meses para que o novo Plano Safra entre efetivamente em vigor, há pouca chance de o BC vencer essa batalha agora, e o Ministério da Agricultura já declarou que essa medida está descartada por ora. O Banco Central vem encontrando grande resistência do setor de agronegócios, que teme que os juros variáveis causem distorções de mercado.

Fonte: Valor | Por Cristiano Zaia | De Brasília

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