BB libera R$ 9,7 bilhões para o agronegócio

Desembolso do Banco do Brasil para o setor agrícola no Estado foi ampliado em 11% ao longo do ano de 2013

MARCELO G. RIBEIRO/JC
Para Tarcísio Hübner, os resultados foram superiores às expectativas

Para Tarcísio Hübner, os resultados foram superiores às expectativas

O Banco do Brasil (BB) ampliou em 11% a concessão de crédito para o agronegócio gaúcho em 2013. Ao longo do ano, a instituição desembolsou R$ 9,7 bilhões, em 297 mil novas contratações. Do total, R$ 5,4 bilhões foram destinados ao custeio, R$ 2,1 bilhões aos investimentos e R$ 2,2 bilhões à comercialização das safras. Ao todo, as concessões somaram R$ 38 bilhões no Rio Grande do Sul. 
O desempenho até dezembro levou a carteira rural, principal motor da instituição no Estado, a R$ 17,8 bilhões. O resultado foi considerado acima da média pelo superintendente estadual, Tarcísio Hübner, durante a apresentação dos resultados. Isso porque o ano passado foi marcado pelo lançamento das linhas do PSI. Os financiamentos de máquinas com juros a 2,5% ao ano foram responsáveis por aquecer a demanda na ocasião.
“O resultado foi superior às nossas expectativas. O ano passado já havia sido positivo, pois no segundo semestre os preços internacionais estavam em alta e os juros para compra de maquinário eram negativos”, comenta. Para 2014, a previsão é elevar o montante desembolsado em mais 15%.
Outro fator de destaque para o banco, que tem 382 agências e mais de 2 milhões de clientes no Estado está no crédito pessoa física. No segmento, as liberações superam os R$ 4,9 bilhões. Apesar disso, o superintendente avalia que as linhas de consumo estiveram abaixo das perspectivas.
No entanto, o principal item dos empréstimos, o imobiliário, registrou incremento de 59% em 12 meses. “O BB é novo nesse mercado, mas entendemos que os nossos clientes buscavam essa modalidade em outros bancos. Essa percepção nos levou a ampliar o foco sobre esse nicho”, afirma.
De acordo com Hübner, a performance é fruto do histórico e da experiência da instituição na liberação de crédito – o que tem reduzido os índices de inadimplência. No agronegócio, por exemplo, o percentual não chega a 1% das contratações.
No setor empresarial, o saldo de R$ 15,5 bilhões é puxado pela demanda por capital de giro com R$ 1,1 bilhão contratado. Hübner prevê maior cautela para o próximo ano, mas acredita que o início dos leilões federais para infraestrutura deve elevar as expectativas. “Para as empresas com diferencial de boa gestão, o próximo ano está sendo visto como uma grande oportunidade.” Segundo o superintendente do BB, embora se esperasse um crescimento do PIB maior, o consumo interno ainda tem sido um elemento atrativo. “Há apreensão, mas, se olharmos para os investimentos em infraestrutura e os leilões começando a sair do papel, a expectativa é de grande movimentação”, avalia.
Segundo Hübner, já existe um percentual elevado de operações pré-aprovadas. Entretanto, a consolidação dos investimentos ainda depende do “momento certo”. O executivo também projeta novas oportunidades para o setor financeiro com o ingresso de investidores externos interessados nos planos de concessão ao longo de 2014.

Fonte: Jornal do Comércio | Rafael Vigna

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